Vitória: defesa deu três prendas ao FC Porto

Quando a defesa brilhava o ataque não marcava; agora que Óscar Estupiñán abriu o caminho do golo, a defesa começa a abrir brechas. É este o Vitória de duas caras.


A derrota com o FC Porto desiludiu toda a gente. Ninguém esperava que o Porto marcasse três golos com tal à vontade e que jogando de forma simples como uma equipa feliz, o Vitória sucumbisse com os erros cometidos na sua área e pela sua defesa.

Varela começou a dar o mau exemplo, quando largou a bola por duas vezes dentro da sua área, e com esses erros o Porto podia ter marcado. Depois, os portistas igualaram a partida (1-1), já perto do intervalo, com um erro de Mensah que deixa Marega solto e este cruza para Taremi aparecer isolado frente a Varela; na direita Sacko não marcou em cima Luis Díaz que foi por ali abaixo e cruzou atrasado para a zona do penalti e Taremi novamente sem marcação chutou à vontade. Como não há duas sem três, o 2-3 surgiu com um cruzamento da direita com Suliman a cabecear na vertical, caindo a bola quase no mesmo sítio da área e Luis Díaz a dominar sem a oposição de ninguém, num raio de dois metros, com Pepelu a olhar para o floreado do atacante portista que marcou.

© LPFP

A defesa, que tinha sido até agora, o sector mais em evidência da equipa, deu de mão beijada, tipo prenda de Natal, em três lances de falta de marcação e algum desleixo, a possibilidade de o Porto ganhar o jogo. E em todos esses lances, o Porto virou o resultado e levou os três pontos.

De nada valeu a boa exibição da equipa em si, a vantagem que foi tendo no jogo marcando o 1-0 por Rochinha num remate de meia distância que se saúda, depois o 2-1 num remate novamente acrobático de Óscar Estupiñán que rematou de cabeça a cerca de 60 centímetros do solo.

Os erros da defesa, são a causa directa de uma derrota que não era para acontecer, mesmo com tantos erros e “borlas” da defesa, sobretudo de Sacko, Mensah e Suliman. E se não fosse isso, a história do jogo teria sido escrita de outra maneira porque a simplicidade do processo de jogo da equipa era sublime, tinha alguma arte e foi coroada com dois golos.

©VSports

Com a sua estratégia João Henriques conseguiu pôr o FC Porto à nora, num jogo em que o árbitro Hélder Malheiro foi também complacente com Romário Baró que podia ter visto o segundo amarelo e logo ser expulso e não substituído, no minuto seguinte.

O Vitória alinhou com: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes (Suliman 55’), Mumin, Mensah, André Almeida (Miguel Luís 75’), Pepelu, André André, Quaresma, Óscar Estupiñán, Rochinha (Edwards 79’).

Contas e prendas de Natal:

  • Com estes três golos sofridos, a defesa do Vitória perdeu o estatuto de defesa menos batida, deixando para o Sporting essa distinção;
  • Dos 10 golos sofridos, quatro foram com o Sporting e três com o FC Porto, o que merece uma reflexão, mesmo que neste caso só estejam em causa seis pontos;
  • A defesa do Vitória deve tirar deste jogo uma lição: a de que não se deve dar tanto espaço a jogadores com criatividade bastante e sentido de oportunidade apurado;
  • Foi confrangedor ver a facilidade com que Taremi marcou dois golos dentro da área sem a oposição de nenhum defesa ou médio num raio de três metros e Luis Díaz fez o que fez dentro da área para assinalar o golo da derrota do Vitória;
  • A exibição da equipa foi hoje mais consistente, com processo simples, jogadas abertas, jogadores inspirados, alardeando felicidade só traída pelos erros de Sacko, Mensah e Suliman;
  • A produção de Óscar Estupiñán – que tanta falta fazia nos primeiros jogos do campeonato – acabou por ser efémera e não contar para nada;
  • Satisfeito também deve ter ficado Quaresma que vê agora o ponta de lança concretizar o seu labor, a sua criatividade e a sua exuberância no modo de cruzar para a área adversária;
  • Jorge Fernandes não era para ser substituído e foi-o por lesão, uma queda com um pé a cair sobre outro do adversário, obrigou a uma saída extemporânea;
  • João Henriques leu bem a interpretação da sua defesa nos lances do jogo que ditaram os golos do Porto: “É uma equipa que está numa fase precoce. Erros, a matreirice que é preciso ter em determinadas situações fazem com que não tenhamos somado pontos”;
  • O treinador declarou que “é frustrante porque é fruto da imaturidade da equipa”. E, sem dúvidas, acrescenta: “uma equipa mais madura ganhava ao FC Porto”;
  • “O Vitória foi uma equipa a saber ler o que era preciso fazer para ferir este adversário” – concluiu João Henriques que também ele se tornou numa figura do jogo pelo modo como fez a equipa apresentar-se frente a um adversário poderoso e que discute o título nacional;
  • O erro do árbitro de não expulsar Romário Baró poderia ter colocado o FC Porto em apuros mas isso não invalida os erros cometidos por um trio de defesas que não actuou com a exigência que se pede em todos os jogos;

© 2020 Guimarães, agora!


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