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Quinta-feira, Junho 20, 2024

Vitória: António Miguel Cardoso tem soluções financeiras para gerir o clube

Justifica a necessidade de mudar as caras no Vitória, falar verdade, praticar a transparência, ter mais garra na liderança do clube, aproximar os sócios dos dirigentes, criar uma estrutura forte para o futebol.


António Miguel Cardoso volta, a defrontar-se com Miguel Pinto Lisboa, três anos depois. Na apresentação das suas ideias para um novo período vitoriano (2022/25), o candidato recua no tempo para lembrar como a sua candidatura foi capaz de “apresentar ideias fortes e que se provaram certas”.

Lembrou que “lançamos discussões sobre temas que ninguém queria discutir” mas que “eram importantes e estruturais” para o clube.

Explicando que não se candidatou uma vez e desistiu ou fugiu, António Miguel Cardoso salienta que “como sempre, acompanhei, o que se ia passando no nosso clube”. E reforçou: “acompanhei sem criar dificuldades a quem tinha a responsabilidade de gerir os destinos do Vitória”.

Por isso, recorda que “não foi por minha responsabilidade que estes três anos foram erráticos e desmoralizantes”. E reafirma que “falei quando devia falar, falei quando não destabilizava a equipa”.

Com esta força moral, António Miguel Cardoso, volta para um novo desafio, “com a mesma humildade, com a mesma esperança de poder contribuir para a mudança que o Vitória precisa e com a redobrada certeza de que me faço acompanhar por vitorianas e vitorianos que muito têm a dar ao clube”.

Mostra a sua satisfação por estar “rodeado” de gente “com alma vitoriana” e com “muita experiência profissional e pessoal” para dar ao clube o seu “saber”.

📸 Direitos Reservados

Considera que as eleições de 5 de Março próximo são tão importantes como as anteriores, nos seus 100 anos de existência do clube. Mas frisa que “é preciso mudar rapidamente de rumo”.

Recorda que “os últimos anos têm sido penosos”… penosos no plano financeiro, desportivo, estratégico. E em tom crítico salienta que nestes três últimos anos, “não descortinamos uma estratégia ou um rumo”. Afirma que “sentimos falta de liderança, de comunicação e sentimos um clube em perda de identidade”.

Revisitado o passado, o que é novo nas propostas de António Miguel Cardoso, no segundo embate com Miguel Pinto Lisboa, actual presidente? 

A candidatura “Mais Vitória” quer mais rigor, empenho e garra. E apresenta um programa de intenções “prático e realista”. Rejeitando promessas que sabe não poder cumprir para não hipotecar o futuro, António Miguel Cardoso reúne em seis áreas as suas prioridades.

Numa delas, que denomina por “associados e marketing” o lema “Vitória é família” identificará as medidas e as estratégias, com objectivos precisos. Fundamentalmente, propõe estreitar a relação entre clube e associado, “somar aos que cá estão os que já estiveram e buscar os que ainda nunca cá estiveram”.

Uma ideia para fazer crescer a massa crítica de apoiantes, de frequentadores do clube, a base social de apoio que o Vitória precisa para continuar a crescer em termos sociais.

Aposta num relacionamento maior “com as instituições do poder local – freguesias e município –, recuperar a ligação ao tecido económico, dignificar a nossa história e recordando quem a honrou, celebrando quem dela faz parte com dignidade”.

Neste desejo de querer “Mais Vitória”, António Miguel Cardoso aponta como objectivo “uma equipa unida e forte” em qualquer escalão do futebol de formação ou profissional. “Não é isso que sentimos, hoje, pois essa união e força tem de vir de dentro para fora e de fora para dentro” – afirma.

“Queremos que quem vista as nossas camisolas se sinta poderoso, se sinta honrado”.

“Queremos que quem vista as nossas camisolas se sinta poderoso, se sinta honrado, se sinta orgulhoso”, confia, defendendo que “todos se devem sentir parte de uma equipa e não o somatório de um grupo de atletas”.

Uma estrutura capaz para o futebol é o que propõe, onde presidente, administração da SAD, director desportivo, team manager, scounting e coordenação da formação se entendam como “a primeira equipa unida e forte”. Para o futebol feminino aponta um crescimento como aposta mais forte.

Apostará no mérito para a avaliação do desempenho das equipas técnicas, em que a qualidade se sobreporá à quantidade, como exigência e princípio.

Quanto à reestruturação financeira, António Miguel Cardoso, aposta no lema “transparência, idoneidade, credibilidade e sustentabilidade”.

Tal como em 2019, o candidato está consciente de que “não podemos prometer mundos e fundos”. E opta por “falar verdade, reorganizar” e só depois apostará “em fazer promessas credíveis”.

Sobre a transparência no seio do clube, a intenção é dar prova do estado das contas, no princípio e no fim do mandato.

Sobre a posição maioritária do clube na SAD, não deixa dúvidas: é uma questão “inalienável”. Quer que os sócios tenham acesso às acções “em condições de primazia”.

Sobre o património e infra-estruturas as medidas de António Miguel Cardoso passam por “cuidar do que é nosso” e se “não o fizermos é muito mau sinal”. E reforça que “cuidar não é só pintar as paredes e cuidar dos balneários”. Aposta na “criação de condições para rentabilizar o estádio D. Afonso Henriques”, na revitalização e dinamização de espaços onde os sócios se encontrem, como “uma megastore que nos orgulhe e uma fanzone que nos una”.

Sobre os espaços em torno do estádio que possam ir no sentido das medidas propostas, António Miguel Cardoso quer analisar a questão com a Câmara, uma parceria útil, que permita a criação de novos espaços desportivos. E com cuidado analisar “o processo em curso da nova academia”.

Apresentou o VSC 2030 como um projecto de resposta social e de responsabilidade social. Definiu-o como projecto agregador e que prepara o futuro. Tem a componente da responsabilidade social que “o clube deve assumir com todo o esplendor”.

Traduz-se na aposta da formação dos jovens, cria o conceito de família vitoriana com o objectivo de formar “mulheres e homens que honrem a nossa história”.

“Reestruturar o que está mal, aproveitar o que o Vitória tem de positivo”.

As linhas que apresentou no seu discurso, não “esgotam” as suas ideias para os próximos três anos. Sublinha que o essencial “é reestruturar o que está mal, aproveitar o que o Vitória tem de positivo” para no final do mandato, em 2025, ter “um Vitória diferente, um Vitória à Vitória mas um Vitória que transpira verdade”.

António Miguel Cardoso, terminou o seu discurso de apresentação das suas propostas, respondendo a críticas que lhe fazem.

Uma delas é a de não falar em assembleias… que não o fez por nada acrescentar. Mas não esteve calado porque a sua voz ouviu-se numa estação de rádio local e numa associação de vitorianos, onde “fui bem claro sobre o caminho errático que actual direcção seguia”.

📸 Direitos Reservados

Não escondeu a sua condição de “agente desportivo”, no passado e se fosse eleito presidente do Vitória nunca a manteria, apesar de lhe dar mais competências.

Sobre ser ou não ser do Vitória, refutou que ter nascido no Porto, no seio de uma família com origem e fortes ligações ancestrais em Guimarães, não desmerece a sua condição de vitoriano. E muito menos limita a sua condição de vitoriano, pois, poucos sabem o que é ser vitoriano fora de Guimarães, como ele é.

Afirma ter “soluções financeiras” para gerir o Vitória mas não deixa de considerar importante conhecer “o estado actual das contas”.

Não deixou dúvidas de que a sua vida se vai transformar se os sócios lhe confiarem a missão de “presidente”, pois, “estarei aqui a tempo inteiro e por espírito de missão”, para fazer com que o Vitória “entre no rumo certo”. E com a sua equipa que tem os mesmos valores.

“Já estamos fartos de tortulhices e esquemas” – afirmou, apelando à mudança de caras, na gestão do clube, para dar “uma nova imagem do Vitória e da cidade, para o mundo”.

📸 Direitos Reservados

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1 COMENTÁRIO

  1. Gostava, de uma vez por todas, de ter um presidente e uma direção que sentisse orgulho e sobranceria por defender as cores do nosso clube. Que defendesse intransigentemente o mesmo sem as lamentáveis submissões para os manda chuva do nosso panorama futebolístico, sem empréstimos de jogadores da parte desses, sem negócios escuros, sem ter receio de olhar nos olhos, quaisquer que sejam os nossos adversários e dizer-lhes umas verdades quando é preciso. Que seja capaz de formar e vender bem sem desprimor do aspeto desportivo e sobretudo que respeitasse toda a massa adepta, cumprindo programas quer os eleitorais quer os anuais, apresente de forma regular em público as situações mais delicadas de atitudes menos boas que tenham que tomar para não virmos a saber das mesmas na comunicação social e ficarmos a pensar se é verdade ou mentira, em suma uma direção que pense grande, pois só assim podemos um dia almejar outros patamares.

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