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Terça-feira, Fevereiro 7, 2023

Vitória: à procura de um lugar europeu numa época para esquecer

A época de 2020/21 fica na história por ter sido jogada sem os vitorianos nas bancadas e por erros acumulados de um passado remoto e recente.


O Vitória- Benfica, de hoje, é a tábua de salvação – e a última oportunidade – para o Vitória de Miguel Pinto Lisboa remediar uma época que esteve longe de agradar aos adeptos. E onde se registaram, também, coisas boas como o resgate da posição maioritária do clube na SAD.

Os adeptos ficaram fora do estádio como consequência das regras impostas para o combate à pandemia, algo que se aceita e é indiscutível.

Depois, pela má experiência que resultou de uma planificação cujos resultados estão à vista. Ter quatro treinadores numa época é sinal claro de que a gestão do futebol foi feita a olho e sem critério, não teve em conta erros do passado nem a projecção do futuro que se esperava e pelo que se viu não havia plano de contingência.

As experiências de submeter, ao fogo cruzado que existe no futebol, jovens treinadores sem qualquer baptismo ou experiência não dá resultados. E não foi só o Vitória a apostar em contratações de risco. Rio Ave e Nacional seguiram pelo mesmo caminho. E os madeirenses vão para a Liga 2 e o Rio Ave ficou com um pé no escalão secundário.

Carecem de justificações, plausíveis: primeiro, o não aproveitamento e continuidade de Ivo Vieira – que tem o perfil ideal para treinador do Vitória, não para uma época mas para um projecto -; depois a não continuidade de João Henriques que obrigou a ir ao staff do clube procurar adjuntos, não adequados a uma solução estável mas de remedeio.

GRÁFICO DE FORMA:

Também, a montante, a estrutura dirigente que tanto prometia acabou desfeita em cacos, Carlos Freitas saiu à pressa e sem história ou melhor, sem resultados maiores que os feitos por anteriores presidentes e seus directores então chamados de chefes do departamento de futebol.

O que se sentiu, mesmo, foi falta de vitorianismo nestas decisões. Porque ao contratar Carlos Freitas e outros, como recentemente, a administração da SAD revela o desconhecimento mínimo que devia ter da gestão de um clube como o Vitória – onde não é preciso ter um grupo de sábios mas apenas um pouco da alma vitoriana que, ao longo dos tempos, foi bastante para colocar o clube onde esteve – e não onde está por obra e graça de pretensos managers do futebol que não passaram de serviçais e homens de mão do presidente. Contratar pessoas de fora, para dirigir, é, a prazo, como vender a alma ao diabo. E a mostrar a vulnerabilidade das fundações em que tem assentado o Vitória – que não forma dirigentes, estimula e aperfeiçoa quadros (ao contrário de outros clubes) e perde independência ao precisar de gente que já andou por outros clubes, com todos os maus vícios associados.

Hoje, contra o Benfica, o Vitória não depende das incógnitas que o futebol é fértil e o torna numa actividade apaixonante. Está dependente de erros de casting que algum aventureirismo de Miguel Pinto Lisboa tornou possível.

ÚLTIMOS CONFRONTOS:

Competição:Jogo:Resultado:
Liga NOSBenfica-Vitória SC0-0
Allianz CUPBenfica-Vitória SC1-1
Liga NOSBenfica-Vitória SC2-0
Liga NOSVitória SC-Benfica0-1
Allianz CUPBenfica-Vitória SC0-0
© GA!

O lugar europeu a conquistar não é o que dá acesso à Liga Europa onde estão clubes mais fortes – mas o lugar numa espécie de competição de terceira categoria europeia, que nasceu para tornar a coesão futebolística mais vasta, com todos os benefícios inerentes.

Jogar a pensar se o Santa Clara vai ou não ganhar, se o Benfica se vai ou não desinteressar do último jogo de uma prova onde será sempre terceiro e que antecede a final da Taça de Portugal, tornam a missão do Vitória difícil. E também se questionará se, no último jogo da prova que também serve de cartaz para jogadores se exibirem, aqueles que andaram uma época inteira a desbaratar alguma da sua potencialidade, pode ser evidenciada nesta partida.

A este cenário futebolístico acresce também a forma como presidente e direcção se vão apresentar perante os sócios: se com o 6º lugar obtido ou rendido a um 7º lugar que por ser vulgar não vale nada para a dimensão e objectivos que o Vitória perseguia.

Lista de convocados: Bruno Varela, Easah Suliman, Abdul Mumin, Marcus Edwards, Bruno Duarte, Ricardo Quaresma, André André, Rochinha, Falaye Sacko, Pepelu, Lyle Foster, Jacob Maddox, Wakaso, Sílvio, Matous Trmal, Óscar Estupiñán, Jorge Fernandes, Jhonatan, Zié Ouattara, André Almeida, André Amaro, Noah Holm e Hélder Sá.

© 2021 Guimarães, agora!


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