Triunfo em Barcelos: um contributo para o crescimento da equipa

Quando o domínio do Gil Vicente se acentuava, Rochinha culminou uma jogada simples do ataque vitoriano, chutando colocado e com o pé esquerdo, acabando com a incógnita sobre o vencedor do jogo.


A equipa do Vitória não precisa só de tempo para se formatar num estilo de jogo. Também precisa de compreensão para o seu estilo e modo de actuar. Se “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, também a equipa de Bruno Varela e a maioria dos titulares se pode fazer numa ou duas jornadas.

Com o Gil Vicente, repetiram-se algumas coisas de partidas anteriores, com domínios repartidos das duas equipas em diferentes metades do jogo. Só que desta vez e dado o equilíbrio reinante, João Henriques deixou os seus criativos no banco e foi com eles que baralhou o adversário que incomodava ao colocar, de forma cirúrgica, a bola na área que pudesse resultar em golos. Neste turbilhão de jogo aéreo, Bruno Varela e seus pares da defesa, chegaram para as encomendas.

Numa jogada simples, de poucos passes mas directos, o Vitória surpreendeu com uma transição rápida, como havia feito, no primeiro golo, e não falhou na hora de concretizar.

O futebol é assim, às vezes basta o acerto, num e noutro passe, e na finalização registar-se um momento feliz. E o golo da vantagem vitoriana, surgiu mesmo quando o Gil Vicente mostrava superioridade em campo.

© Liga Portugal

Em Barcelos, o Vitória jogou mais simples do que é habitual, as suas individualidades ressurgiram na hora certa. João Henriques apostou em tirar rendimento de alguns jogadores apenas na parte complementar e pode ter estado aí a explicação para o final feliz do jogo, com um triunfo sempre importante num campeonato que promete algumas surpresas. E muito equilíbrio.

O plano de jogo de João Henriques, mesmo com a estreia de Mensah e Maddox, deu resultado, uma vez que a equipa pode ter-se fortalecido com este onze, acentuando equilíbrios entre todos os sectores. Doutro modo, fomentou a competitividade no plantel, aumentando para além dos 11 que podem jogar, os jogadores que vão ganhando forma, se integram na equipa e fortalecem o conjunto, deixando em aberto a sua utilização em jogos futuros. Justifica, também, o crescimento do conjunto, que nunca se faz de um dia para o outro, mesmo que as ambições e os desejos sejam do tamanho do mundo.

Com humildade e também sofrimento, o Vitória colocou-se com este triunfo, no 5º lugar entre os terceiros classificados com 10 pontos, à espera que o Braga não ganhe o seu jogo, nesta jornada, e assuma o 3º lugar isolado em caso de triunfo.

© Vitória SC

Regularidade e construção:

  • O triunfo, em Barcelos, deu confiança à equipa para jogos com adversários onde o Vitória tem de ser superior para garantir a sua aspiração a um lugar europeu;
  • A utilização de alguns jogadores nem sempre tem de ser exaustiva, permanente, porque nem todos são iguais e o seu rendimento nem sempre está associado ao tempo em que está em campo. Rochinha entrou fresco e resolveu o jogo;
  • Bruno Duarte mostrou, mais uma vez, que é um ponta de lança rebelde, que não gosta de jogar fixo, podendo ser útil à equipa fora da área. Neste jogo mostrou isso: concretizou o cruzamento de Quaresma para o 1-0 e teve uma intervenção, em esforço, para a jogada do 2-1;
  • Bruno Varela merece todos os elogios porque continua a ter actuações na baliza importantes, sendo um dos esteios do sector, contando com a ajuda de Suliman cuja regularidade na defesa é de ressaltar;
  • Mumin entendeu-se bem com Suliman, numa defesa que não contou com dois titulares: Sacko e Jorge Fernandes;
  • Ao crescimento do conjunto, João Henriques está a juntar a regularidade de alguns titulares, num processo de construção de uma equipa, que começa a permitir que outros jogadores se possam evidenciar;
  • Ao contrário de outros clubes, os árbitros designados para os jogos do Vitória tem tido uma regularidade de assinalar, não inclinando o relvado com as suas decisões, o que todos esperamos seja, de facto, uma normalidade;

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