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Quinta-feira, Fevereiro 2, 2023
Helena Sousa
Helena Sousa
Helena Sousa é coach, numeróloga, autora, palestrante, formadora e professora. Tem como propósito auxiliar as pessoas a descobrirem o seu propósito de vida e a entenderem o mapa da sua vida em todas as áreas. É autora do livro a Alquimia dos Números e de outras obras.

Bem vindo Novembro!

Este mês traz-nos a energia da família, dos laços afetivos, das pessoas que fazem parte da nossa vida e da comunidade.

Tendo como base o tema do ano que nos pede estruturação interna, baseada em limitações, desafios, restrições, bloqueios, como tenho vindo a falar desde o início do ano, sendo que a maior aprendizagem é darmos passos firmes com responsabilidade.

Sempre referi que é um ano de ordem, trabalho e de estabilidade e muitas pessoas pensaram como? Com o Covid? Onde está a estrutura e a estabilidade?

Não é fora, mas dentro! Não é dependente de circunstâncias externas mas internas!

Neste desafio, nesta limitação, restrição e confinamentos estamos a trabalhar simplesmente estrutura interna. Mental, emocional, física e espiritual, quase obrigados a encarar o que estava esquecido, a resolver o que estava pendente, a mexer no intocável, a enfrentar sombras internas, em que tivemos e temos duas hipóteses: mantemos os mesmos padrões ou assumimos novas formas de pensamento e novas atitudes. E aqui sim, acontece a tal estrutura interna que tanto tenho reforçado! A estabilidade interior que não depende de factores externos.

Neste mês em particular, acresce a esta estabilidade interior, os relacionamentos. Claro que quanto mais estável eu for, maior estabilidade relacional terei.

A maior força para a vida vem de cada um de nós mas a verdade é que ninguém cresce só. Todos nascemos num sistema, família, e neste mês apesar de todas as condicionantes que nos são impostas, não há maior força que o Amor, o afeto, a união, o perdão, o abraço, o carinho.

No fundo, só queremos pertencer. Ter um lugar, o nosso lugar onde possamos brilhar, sermos nós mesmos. Pertencer à família, pertencer à vida, simplesmente pertencer.

Desapegar de mágoas, perdoando. Criando paz interna, pelo auto-perdão e acima de tudo Aceitar…

Pertencer dá-nos força, fortalece as nossas raízes, dá-nos coragem e faz-nos sentir únicos! Mas, para pertencer, precisamos de assumir o nosso lugar, não carregando fardos, pesos que não são nossos. Desapegar de mágoas, perdoando. Criando paz interna, pelo auto-perdão e acima de tudo Aceitar. Aceitar a nossa História, aceitar as pessoas, pois só dessa forma criamos abertura para sermos em paz e aprender as lições…

Pertencer exige verdade interna. Dizer a verdade, pois o que nos mata são as mentiras que contamos a nós mesmos e as verdades que ficam por dizer.

Nunca ninguém morreu a ouvir ou dizer a verdade! Morremos sim por dentro, por tanto que fica por dizer e fazer. A verdadeira força alcança-se nesta Verdade, em paz com a família.

Aceitar e estar em paz, não significa concordar ou fazer de conta para não magoar.

Estar em paz é fazermos o que mais queremos fazer e não temos coragem. É dizer o que mais queremos dizer e não temos coragem, como por ex: “Pai, apesar de tudo, obrigada. Contigo aprendi os dois lados da vida. Obrigada por me teres dado a vida e acima de tudo Amo-te”.

A verdadeira estabilidade interna passa por curar as nossas raízes. Raízes que passam sempre pela família, por quem nos deu a vida.

Por isso, neste mês, faz por pertencer, pois na verdade já todos pertencemos, mas esquecemos-nos disso quando a mágoa impera! Vive um feliz novembro e lembra-te que não é o abraço que mata alguém (covid) mas sim o medo!

© 2020 Guimarães, agora!

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