Derby do Minho: com história, rivalidade e surpresas

João Henriques sabe que o Braga-Vitória é “um jogo especial” e tem todos os jogadores conscientes da sua importância e mobilizados para o combate.


“É um derby, muito especial, é para ganhar, pouco importando se se joga bem”, declarou o treinador do Vitória na véspera de um encontro “muito apaixonado” para os vitorianos. Sabendo o que é, quem é o adversário, “pela classificação, pelos últimos desempenhos e pelos jogadores que foi mantendo, época após época”, João Henriques não mostrou qualquer receio ou medo, recordando que no jogo, em Guimarães, da 1ª volta, “o Vitória, na segunda parte, não foi nada inferior” ao seu antagonista desta noite (21h45).

Acredita que o “seu” Vitória é, agora, uma equipa madura, mais sólida e mais capaz, aconselha os vitorianos a apostarem no famoso 1X2 do Totobola, a tripla que dá para todos mas o treinador, com fé, vai jogar apostando apenas no 2.

Para isso, começou a semana a trabalhar a questão “emocional” do jogo e a sua influência nos jogadores, um trabalho de toda a equipa técnica, do capitão André André e dos jogadores mais experientes, de modo a colocar “no sítio certo” a ansiedade. E justifica que “estando apenas em jogo três pontos” reconhece que é preciso estabelecer um equilíbrio no seio da equipa, “entre a razão e a emoção”, de modo a que “pragmáticos, possamos ter presença em campo e fazer o nosso jogo”.

Satisfeito com a semana de trabalho de Quaresma que “terminou o último treino bem”, João Henriques não chorou sobre a marcação do jogo para hoje e para a hora em que se disputa. “Para nós é muito tempo entre dois jogos, porque a seguir a um triunfo o que queremos é fazer outro jogo para embalar a equipa numa sequência de vitórias”. Reconhece que a paragem foi útil para o Braga e tirou ritmo ao Vitória mas afirmou que a equipa está preparada para o jogo.

Ressalvou apenas a tristeza por continuar a faltar a presença dos adeptos que “são um condimento para este derby”, pois promovem “um ambiente fantástico”. E claro um colorido especial pois “a emoção de ter um estádio cheio é muito boa”.

O técnico vitoriano continua a pensar no 5º lugar, “queremos ir atrás dele” e sempre “a olhar para cima da classificação” pelo que jogar contra o 2º classificado da Liga é importante dada a intensidade com que as duas equipas se vão empenhar na disputa do resultado.

© Vitória SC

Plantel é digno dos valores do Vitória

João Henriques não deixou de abordar a polémica anterior que da parte dos adeptos terminou com uma tarja e da parte dele com as declarações atinentes.

Revelou que as suas críticas “não eram dirigidas à maioria dos sócios que está sempre do lado da equipa”. Admitiu que “foi uma situação pontual” este embaraço entre treinador e adeptos, causado por uma minoria que servindo-se das redes sociais e do anonimato “ultrapassou a crítica normal do adepto comum e passou para situações graves que afectaram o rendimento dos jogadores e da equipa” com influência antes do jogo com o Boavista. “Felizmente que soubemos dar a volta depois de ter entrado a perder” – lembrou.

Admitiu que “a maioria dos vitorianos não se revêem no que uma minoria fez muito para além do razoável”, sustentando, ainda, que “não confundo estes episódios menos edificantes com a grande massa adepta do Vitória que sabe o que quer, mesmo quando usa o direito à crítica, de uma forma positiva ou menos positiva”.

Reiterou que não tem dúvidas nenhumas de que “os jogadores sentiram e sentem a falta de adeptos no estádio”. E reforçou mesmo que “os 35 pontos que o Vitória tem seriam mais se os jogos se disputassem com os nossos adeptos”. E justificou que “nunca teríamos perdido dois pontos com o Farense e muito menos o jogo com o Porto”. Sem pompa mas sentidamente, o treinador disse que “o Vitória é muito grande, é dos adeptos” pelo que era bom que, “da minha parte, fosse esclarecida esta situação, um assunto que considerou fechado”.

No entanto, em 11 minutos da sua conferência o treinador recordou as suas primeiras palavras quando chegou ao Vitória, de que “os adeptos são importantes para o rendimento da equipa”, que “a responsabilidade de puxar os adeptos para a equipa, é nossa” e que “em alguns momentos, ganhando ou perdendo, haveria necessidade de ter o apoio dos vitorianos porque eles são importantes no crescimento da equipa”.

Igualmente, referiu que os objectivos se mantêm inalterados. E elogiou o plantel como “um grupo digno dos valores do Vitória naquilo que é a entrega, a dedicação e o empenho, em cada jogo e em cada treino”. E, o elogio final, de que “o Vitória tem um plantel que corresponde à ambição do clube, que pode discutir qualquer jogo contra qualquer adversário e não tenho dúvidas de que poderá dar muitos sucessos em várias épocas, vindouras”.

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