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Terça-feira, Abril 23, 2024

Arte pública: estátuas para Vímara Peres, a Batalha de São Mamede e D. Afonso Henriques

Economia

Há uma comissão artística composta por seis profissionais da cultura e da academia de diferentes especialidades (artes visuais, arquitectura, gestão cultural, curadoria, ordenamento territorial, história, ciências da comunicação, etc.) que vai analisar as propostas de intervenção de arte pública.

Segundo a proposta do vereador da Cultura, Paulo Lopes Silva, o que a comissão artística vai fazer é dar valor a “uma visão crítica sobre os processos comemorativos oficiais de momentos e figuras históricas, entendendo que esta é uma oportunidade para uma reflexão contundente sobre o papel da arte contemporânea na relação entre património, identidade e memória”.

A Câmara Municipal, votou, por unanimidade, a sua composição sendo Paulo Lopes Silva o presidente e Helena Pires, professora do departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Isabel Fernandes, directora do Paço dos Duques de Bragança e do Museu de Alberto Sampaio, Jorge Correia, professor e vice-presidente da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, Marta Mestre, directora artística do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), Ricardo Areias, presidente do Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA) e Susana Gaudêncio, professora da Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, como os restantes membros.

Estátua de D. Afonso Henriques, em Guimarães. © GA!

Figura na proposta ‘uma reflexão’ sobre se a estátua dedicada à Batalha de São Mamede pode integrar figuras femininas importantes no acto, e na história, de que é exemplo D. Teresa. E sabe-se que a inclusão da figura feminina de Mumadona Dias, nas novas representações comemoradas através de arte pública, já merece consenso.

Os critérios para valorizar as propostas de arte pública, terão em conta as “abordagens contemporâneas, plurais e interdisciplinares, como aquelas decorrentes de processos compartilhados com as comunidades do Município de Guimarães, com as suas diferentes freguesias e tecidos sociais; as que estabeleçam um ponto de vista crítico face à ideia de celebração”.

Em termos metodológicos, a comissão endereçará “três convites a artistas, nacionais ou estrangeiros, cuja obra e perfil se entenda enquadrarem-se nos padrões de exigência e nos objectivos determinados para o projecto artístico em desenvolvimento, em concordância com os princípios que conferem o carácter distintivo do seu posicionamento assumido”.

Prevê a proposta que seja realizado um fórum de discussão aberto ao público tendo em vista fomentar uma reflexão e debate partilhados sobre o sentido da arte pública (e/ou arte no espaço público) no contexto da contemporaneidade, designadamente sobre o seu papel no quadro dos eventos comemorativos.

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