Debater o envelhecimento activo foi o objectivo das jornadas que actualizam conhecimento sobre as boas práticas de uma ‘Vida Feliz’. Umas jornadas circunscritas a técnicos dos municípios de Guimarães, Paredes, Penafiel e Leiria, da ULS Alto do Ave e do departamento de desporto, exercício e saúde da UTAD.
Perante um universo de cidadãos com mais idade, Eduardo Leite, vice-presidente da Câmara Municipal, com área social, encontrar formas de tornar as pessoas mais felizes é encontrar as medidas certas para o envelhecimento activo, é prever o futuro quando se sabe que a população vai continuar a envelhecer.
“Se a pessoa tem limitações, é preciso fazer adaptações, mas não consigo vislumbrar uma razão para uma pessoa não praticar actividade física.”
“Não há desculpas para não fazer exercício. Se a pessoa tem limitações, é preciso fazer adaptações, mas não consigo vislumbrar uma razão para uma pessoa não praticar actividade física”, salientou André Filipe Maia, médico da ULS Alto do Ave; também, Madalena Casaca chamou a atenção para o facto de estes programas de exercício para pessoas de idade avançada serem tão importantes para a saúde física como para a saúde mental.
Guimarães tem 25% da sua população com mais de 65 anos. Concretizou: “São 36 mil pessoas”. E mesmo com “as políticas que já estamos a implementar, em Guimarães, para atrair casais jovens a fixarem-se no nosso concelho, como a abertura de 200 novos lugares de creche e 60 vagas em berçário, em Setembro próximo, ou as alterações no PDM, para que se possam libertar terrenos para construção e, com isso, baixar o preço das casas, nos próximos anos, a população vai continuar a envelhecer”, destacando, por isso, a importância do tema em debate.
Ficou a conhecer-se nas jornadas as práticas de outros concelhos como o ‘Cuidar+’, de Penafiel, orientado para os cuidadores informais; de Leiria veio a notícia de que o ‘Viver Activo’, cujo crescimento de de 250 para 2.000 utentes está a colocar dificuldades de “dar condições a todas as pessoas que querem integrar estes programas”; a ‘Liga Bócia’ é um iniciativa que decorre em Paredes.

Numas jornadas dedicadas à actividade física, ninguém estranhou que duas professoras da Tempo Livre pusessem as 200 pessoas que enchiam o pequeno auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) a fazer exercício.
Uma forma de evocar o ‘Vida Feliz’ – o programa de envelhecimento activo dinamizado, em Guimarães, envolvendo 1.700 pessoas.
“Estive para não ir, mas depois insistiram comigo e ainda bem que fui. Foi o dia mais feliz da minha vida.”
Miquelina Amaro, de 69 anos, utente do programa ‘Vida Feliz’, mostrou que não há forma de envelhecer com saúde sem exercício. E partilhou, entre outras experiências, o que sentiu no dia em que foi fazer surf: “Eu nunca me tinha imaginado dentro de um fato daqueles. Estive para não ir, mas depois insistiram comigo e ainda bem que fui. Foi o dia mais feliz da minha vida”, contou.
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