A realização do festival Mimo, em Guimarães, no próximo mês de Julho, mereceu o reparo do PS, por diversos actores e em diversos palcos.
Ricardo Costa voltou a falar, na reunião de Câmara, de Segunda-feira, de “um legado de 2012” que, aparentemente, dá ao PS Guimarães uma legitimidade moral para questionar a presente e futura política cultural do Município, sob a égide da coligação ‘Juntos por Guimarães’.
Para além de mostrar incómodo sobre o custo do festival, avaliado em 600 mil euros, valor que o vereador socialista comparou com os 800 mil euros que a Câmara dá ao Município, ao abrigo de um contrato programa; uma comparação feita com base em números para acentuar depois que Guimarães deveria ter algo do género do festival de Paredes Coura.
Uma tese que não deixou indiferente o presidente da Câmara que refutou todas as críticas à política cultural municipal.
“Festival que se enquadra nos objectivos de aumentar a oferta e a produção cultural, ao mesmo tempo que afirmamos um concelho de Cultura.”
“Estamos satisfeitos por termos atraído o Mimo para Guimarães, festival que se enquadra nos objectivos de aumentar a oferta e a produção cultural, ao mesmo tempo que afirmamos um concelho de Cultura, nacional e internacionalmente” – ripostou Ricardo Araújo.

Admitiu que “estamos convencidos de que o Governo, através do Turismo de Portugal, não deixará de apoiar o festival Mimo”, num valor próximo dos 50% do seu custo. Uma iniciativa que em nada interfere no valor orçamentado para a área cultural e que “já vinha de trás” e que “é adicional” ao conjunto de acções consagradas no plano de actividades. Refutou a ideia de que com o Mimo ou sem Mimo, “não estamos a retirar nenhum apoio ao sector em Guimarães” e justifica que “estamos a fazer mais do que o PS que deixou a Cultura, de lado, no último mandato”.
E não falando de “algo igual a Paredes de Coura”, voltou a repetir que a ‘Noite Branca’ está de regresso, este ano, em data ainda não definida.
“Estamos a aumentar o orçamento da Cultura, ao nível do reforço do programa Impacta, da programação cultural.”
Politicamente, Ricardo Araújo não foi meigo para com Ricardo Costa, nem para os socialistas. Os seus “mimos” levaram-no a sustentar que “estamos a aumentar o orçamento da Cultura, ao nível do reforço do programa Impacta, da programação cultural”.
E acusou o PS de andar em zigue-zague nas questões culturais. Num tempo novo, defendeu que “o PS achava que tinha o exclusivo da defesa da Cultura, em Guimarães. E não tem!”
Ricardo Araújo, disse que “estamos a investir mais na Cultura”. E desafiou: “O PS concorda ou não?”
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