Afirma que “muitos camaradas” lhe manifestaram o “desejo” para que “seja candidato à presidência da comissão política do PS de Guimarães”.
Foi já no início de 2026, data a partir da qual promoveu, depois, “com esses e outros” militantes, “uma reflexão sobre o diagnóstico da actual situação do partido e sobre o modo como podemos, todos, avançar e dar uma nova força, um novo impulso ao PS e reforçar a esperança no futuro”.
Porém, nos socialistas vimaranenses, o passado é sempre presente, depois das eleições, de 12 de Outubro, em que tudo se desmoronou. E que “nos remeteram à oposição”.
E o que se dizia lá trás, sobre candidatos à concelhia, Paulo Renato Faria era um nome de que se falava, no seio do grupo que apoiou Ricardo Costa.
A reflexão no interior do partido sobre quem deveria e poderia ‘pôr ordem na casa’, foi um mero exercício democrático mas que não evitou a candidatura de Pedro Mendes, ‘companheiro de estrada’ de Luís Soares, a primeira a ser anunciada.
Assim, o ex-presidente da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos – o último cargo executivo que exerceu – faz um anúncio oficial, de uma vontade pessoal, já há muito assumida no tempo, para as eleições de Junho.
“Faço-o com autonomia e em nome próprio, sem agendas pessoais ou grupais ocultas, em nome daquilo que penso ser o melhor interesse do PS.”
“Faço-o sem precipitações, sem imprudências e com o apoio dos camaradas que desejem, comigo, avançar e construir uma nova alternativa com o PS de Guimarães. Mas faço-o com autonomia e em nome próprio, sem agendas pessoais ou grupais ocultas, em nome daquilo que penso ser o melhor interesse do PS, do concelho de Guimarães, do distrito de Braga e do país” – escreve no comunicado que fez divulgar esta tarde.

O homem da ‘máquina’, que sustentou Ricardo Costa, que instituiu o chamado grupo das Taipas e do sul concelho, com Luís Soares e Manuel Silva, ainda no tempo da liderança de António Magalhães, defende que “o PS continua a ser protagonista e vencedor na maioria das freguesias, a manter equipas de autarcas de qualidade por todo o concelho e na Câmara e ao mesmo tempo detém o maior grupo parlamentar na Assembleia Municipal”.
“O PS mantém-se, vivo e forte, ainda que não detenha a presidência da Câmara Municipal.”
Apesar da saída do radar do poder municipal e da governação do Município, o actual membro do secretariado local, continua a entender que “o PS mantém-se, vivo e forte, ainda que não detenha a presidência da Câmara Municipal”.
Evoca “um património único de realizações e transformações infra-estruturais e sociais em todo o concelho, património esse que é razão de orgulho para todos os socialistas e muitos vimaranenses”.
Agora e não esquecendo esse legado, o partido “precisa não apenas de um novo modelo de afirmação social, assente nos seus autarcas, espalhados por todas as freguesias mas também de um novo e alternativo projecto de revalorização e solução dos problemas mais urgentes do Município”.
E identifica-os:
- “Mobilidade, habitação, apoio social aos mais velhos, a atracção e fixação da juventude, a qualificação da educação básica, secundária e superior, o desenvolvimento económico e reafirmação da cultura e do desporto como elementos de qualidade de vida dos vimaranenses e de atracção regional, nacional e internacional”.
Lembra que a sua candidatura não é “pessoal”, foi “ponderada” e que “liderar o PS não é coisa de puro voluntarismo, de um grupo fechado, mas sim um projecto colectivo”. E que evidencia “o envolvimento de todos os autarcas e ex-autarcas do PS, assim como de todos os militantes que desejem contribuir para um PS mais forte e novamente líder, em Guimarães, nas suas freguesias e na sociedade”.
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