É uma constante na representação da concelhia de Guimarães do Partido Socialista (PS). Há já muito tempo que os dois militantes de Caldas das Taipas – grupo a que pertenceram – disputam a representatividade local, regional e nacional.
A ascensão de Ricardo Costa nunca significou a morte política de Luís Soares – para uns igual a um ‘gato de sete vidas’ – apesar de se ter afastado dos órgãos e da vida do partido, a nível local. E muito menos alguém ousou fazer-lhe o funeral (político).
A sua travessia no deserto foi feita ao lado de José Luís Carneiro – na corrida para deputado por Braga e mais tarde na sua corrida para Secretário-Geral do PS nacional, ironicamente quando outros se juntavam a Pedro Nuno Santos. E na Junta de Freguesia de Caldelas.
Luís Soares volta a Lisboa para um cargo estritamente partidário e torna-se peça da engrenagem que coloca o actual líder do partido no lugar mais cobiçado pelos militantes.

De facto, isso é evidente na candidatura de Pedro Mendes à concelhia e no regresso de Nélson Felgueiras à comissão nacional onde, também, estão Paulo Renato Faria, Gabriela Nunes, Francisco Teixeira e Hugo Teixeira, os militantes da concelhia vimaranense que chegam à comissão nacional do PS em tempo de liderança de José Luís Carneiro. Como se previa, Ricardo Costa entra na comissão política nacional, aguardando a chegada do tempo para disputar a Distrital de Braga, como alguns já antecipam.
O PS vive, assim, por cá, com a síndrome: Luís Soares (de novo) e os das Taipas sempre!
Neste impasse, em que vive a concelhia de Guimarães, onde já ninguém sabe quem é líder, outros militantes podem estar contentes dedicando-se às suas funções. Por exemplo, Paulo Lopes Silva, como deputado no Parlamento onde tem sido activo e competente pelas intervenções que faz nas áreas que escolheu; também, Sérgio Castro Rocha que foi ‘empurrado’ para a CIM do Ave num cargo remunerado que lhe possibilita mostrar-se em fotografias nas redes sociais, num estilo que não perdeu.
Entretanto, há militantes do PS Guimarães que não deixam de conviver e celebrar em festas de aniversário, onde já se misturam algumas tendências noutra versão de ‘A Noite dos Facas Longas’ à espera do melhor momento para ensaiarem a chegada ao poder local ou impedirem outros de chegar ao poder distrital.
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