Victor Hugo Pontes estará no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), no Sábado, dia 14 de Março pelas 21h30, para apresentar uma sua nova criação: ‘Há qualquer coisa prestes a acontecer’.
Um verso da canção ‘Inquietação’, de José Mário Branco, foi o mote para construir uma peça onde o corpo surge como símbolo de liberdade.
Nesta espécie de ciclo de apresentação das suas criações, o coreógrafo vimaranense pode ver-se, na estreia do documentário ‘Ubuntu’ no Teatro Jordão, hoje, às 21h30.
E no workshop dedicado ao repertório coreográfico, amanhã, das 10h00 às 13h00, dirigido a estudantes e profissionais das artes performativas interessados em mergulhar no universo criativo de um dos mais relevantes coreógrafos portugueses das últimas duas décadas.
Inspirada no verso ‘Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer’, esta coreografia parte da ideia de inquietação como motor criativo. Tal como num laboratório onde se isola uma partícula essencial para compreender a complexidade do todo, o espectáculo toma esse verso como ponto de partida para construir uma obra que convoca os sentidos e reivindica a liberdade absoluta.
Em ‘Há qualquer coisa prestes a acontecer’, um grupo de intérpretes (Abel Rojo, Alejandro Fuster, Ana de Oliveira e Silva, Ángela Diaz Quintela, Daniela Cruz, Dinis Duarte, Esmée Aude Capsie, Fabri Gomez, Guilherme Leal, Inês Fertuzinhos, João Cardoso, Joana Couto, José Jalane, Liliana Oliveira, Rémi Bourchany, Rita Alves, Tiago Barreiros, Tomás Fernandes e Valter Fernandes) forma uma irreprimível e contagiante massa física colectiva, um corpo de baile despido e disponível para interrogar tudo o que nos move, assusta, ameaça, transforma, condiciona e, acima de tudo, liberta. Porque “cá dentro é só inquietação, inquietação” – lê-se numa nota de imprensa de A Oficina.
Acrescenta a nota que “o espectáculo coloca antes o espectador perante a sensação de um tempo iminente – um momento em suspenso, carregado de possibilidade. Do perigo lá fora (no mundo) às barreiras cá dentro (na nossa cabeça) que habitam em nós, a coreografia convida-nos a revisitar continuamente aquilo que nos rodeia e o lugar que ocupamos nele, como refere o coreógrafo. A nudez surge aqui trabalhada como o avesso do instintivo e do primário”. No corpo de baile despido em palco, Victor Hugo Pontes procura antes revelar “o mais racional sentido do humano, o mais forjado, o mais virtuoso e, por isso mesmo, o mais livre”.
Estreado em 2024, num ano em que o país assinalou cinquenta anos de história em liberdade, o espectáculo posiciona-se nesse espaço entre o olhar sobre o passado e a interrogação sobre o futuro. É nesse território intermédio que o coreógrafo projecta a sua criação, procurando reflectir sobre o caminho que ainda temos pela frente para preservar essa liberdade maior.
Após o espectáculo, o coreógrafo estará disponível para dialogar com o público num momento de partilha informal que permitirá conhecer melhor os processos criativos e os temas que atravessam a obra, promovendo um espaço de aproximação e diálogo entre artistas e espectadores.
“Com esta programação, o Centro Cultural Vila Flor propõe ao público uma experiência expandida em torno da criação coreográfica, que atravessa o palco, o cinema e a prática artística, reforçando a presença de Victor Hugo Pontes como uma das figuras mais relevantes da dança contemporânea portuguesa das últimas duas décadas” – conclui a nota de imprensa.
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