O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou que o sistema educativo precisa “de instrumentos de avaliação externa que permitam avaliar e monitorizar as aprendizagens e estabelecer comparabilidade ao longo do tempo para aferirmos da evolução – se estamos a melhorar ou não”.
O Ministro apresentava o novo modelo de avaliação externa aos alunos dos ensinos básico e secundário ‘Avaliar melhor, aprender mais’, aprovado no Conselho de Ministros de 11 de Julho, em conferência de imprensa, de apresentação, em Lisboa.
Fernando Alexandre acrescentou que a avaliação dos alunos é também essencial para o Governo definir “as políticas necessários para conseguirmos a melhoria e disponibilizar às direcções das escolas, em tempo útil o resultado dessas avaliações, para que as direcções e professores possam alterar a tempo os processos de aprendizagem”.
O Ministro disse ainda que “o modelo de avaliação externo que temos, com as chamadas provas de aferição, não cumpre os objectivos”, quer porque as provas decorrem a meio dos ciclos, não havendo uma avaliação no final do ciclo – “são no 2.º, 5.º e 8.º anos e não no 4.º e no 6.º anos”, acrescentando que as provas “não têm consequências e não são levadas com a seriedade com que deviam ser” – para serem instrumento de avaliação “têm de ser relevantes para as famílias, alunos, professores e direcções das escolas”.
“O Governo atribui uma grande relevância à avaliação externa, que é essencial para identificar a qualidade e a evolução das aprendizagens, onde estão as falhas do sistema educativo e definir estratégias para corrigir essas falhas e melhorar o sistema educativo”, começou por afirmar.
As avaliações externas internacionais têm bastante visibilidade já em Portugal – exames PISA e TIMMS – e “o Governo está muito comprometido em participar nessas avaliações”, que “são importantes porque nos permitem avaliar a evolução em termos absolutos” e relativos.
“O espaço da educação é cada vez mais europeu e global.”
Referindo que “o espaço da educação é cada vez mais europeu e global e, por isso, é importante termos comparabilidade da evolução das aprendizagens”, “isto é, como é que os alunos portugueses se posicionam relativamente aos outros países”, disse que apesar de ter havido aproximação à média da OCDE, “é objectivo do Governo que consigamos ir muito além da média da OCDE – temos de ser ambiciosos e de ter uma estratégia para isso”.
O Governo apresentou o modelo que se baseia nos seguintes pressupostos, apresentados pelo Ministro.
Em primeiro lugar, para que o sistema educativo garanta a igualdade de acesso a uma educação de qualidade, “temos de ter instrumentos que nos permitem monitorizar as aprendizagens em todo o território nacional”.
Para isto, é preciso um “modelo de avaliação externa com provas que permitam fazer essa avaliação”, que é importante para o Ministério da Educação e para os Municípios, que têm “de garantir que as escolas têm recursos para um bom funcionamento”.
É ainda “importante que as direcções das escolas tenham um instrumento de avaliação da qualidade das aprendizagens para poderem avaliar o seu desempenho, como se comparam entre elas, tendo em atenção os contextos socio-económicos, e na dimensão da evolução”, disse ainda.
O modelo foi apresentado pelos Secretários de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e da Administração e Inovação Educativa, Pedro Dantas da Cunha.
Foto © Diana Quintela | in: portugal.gov
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