Vitória: triunfo sobre o Estoril com golo da cabeça de Jesús (Ramírez)

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Os triunfos do Vitória na Liga Portugal são parcos em golos ao invés das competições europeias (10 em quatro jogos).

O 1-0 do jogo com o Arouca repetiu-se agora com o Estoril. Muito pouco para as oportunidades criadas e para triunfos ainda assim inequívocos.

Numa tarde, de extremo calor, o futebol desenvolvido pelas duas equipas não foi mau. O Vitória fez alterações no onze inicial mas não perdeu a dinâmica habitual apesar de a eficácia não ter sido a esperada.

Houve períodos em que a equipa de Rui Borges foi dominante, outros em que o Estoril ameaçou mais a baliza de Bruno Varela, num equilíbrio competitivo que deixou em dúvida se o 1-0 seria o resultado final.

O golo de Jesús Ramírez (32’), de cabeça, num canto do lado contrário foi mais tónico individual do que motivação para a equipa aumentar a diferença para com o adversário. E que agradou aos 17331 espectadores presentes.

Com cruzamentos sucessivos para a área de baliza do Estoril aumentaram as oportunidades de mais golos e sucederam-se os falhanços com o Vitória a não encontrar solução para a sua produção atacante.

Telmo Arcanjo cresce na equipa adquirindo ritmo e rotinas. Por exemplo, nos cantos colocou-se numa posição fora da área para tentar o golo com o seu remate. Fê-lo, apesar de tudo, com remates que bateram no muro defensivo contrário.

Tomás Händel voltou a ser o motor da equipa no meio-campo, distribuindo jogo. Tiago Silva é o homem das bolas paradas, bastantes, que criaram arrepios na defensiva estorilista, sempre numa situação de perigo na pequena área.

O Estoril acabou por não ser uma equipa fácil e corrigiu o resultado da abertura do campeonato, chegando a perturbar Bruno Varela em vários momentos do jogo.

Já no final, Toni Borevković (79’), num canto, atirou de cabeça ao lado, uma prova de que não marcando com os pés o Vitória quis alargar o marcador à cabeçada.

Rui Borges consegue seis triunfos consecutivos (quatro para Conference League e dois para o campeonato), numa estratégia em que mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

O Vitória alinhou com: Bruno Varela, Bruno Gaspar (Alberto Baio 61’), Toni Borevković, Mikel, João Mendes, Tiago Silva (Manu Silva 82’), Tomás Händel, Samu Silva, Telmo Arcanjo (Kaio César 61’), Ricardo Mangas (Nuno Santos 69’), Jesús Ramírez (Nélson Oliveira 69’).

Amarelos: Mikel (10’), Toni Borevković (26’).

Golos: Jesús Ramírez (32’).

Foto © Vitória SC

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