Vitória: sem asas para voar empata com o último no fim de todas as ilusões

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A possibilidade de alcançar um lugar europeu era igual à de lutar pelo título na Liga de Portugal: uma pura ilusão!

Quem não consegue ganhar ao último classificado, tem um sistema de jogo de ‘marcha-atrás’ e de primeira e segunda, gasta combustível mas não desenvolve velocidade suficiente para poder aspirar a viagens de longo curso. Logo, poucos perceberam que o Vitória não tinha asas para voar alto quando convoca jogadores à procura de afirmação e muda de treinador sem mais nem menos.

Na vila das Aves vizinha e amiga, a equipa foi igual a si mesma e perdeu-se na memória do jogo frente ao Tondela onde marcou muitos golos sem poupar os suficientes para o jogo desta tarde.

Sim, os vitorianos também comungaram dessa ilusão como se fosse possível exigir a uma equipa de juniores o comportamento de uma equipa profissional… No futebol, poucos sabem, ninguém ganha por obrigação.

Mesmo entrando a ganhar com um golo de Gustavo Silva (24’), o avançado que teve depois nos seus pés a possibilidade de um segundo e terceiro golo, o Vitória voltou a ceder a igualdade quando Tomané (27’) – um ex-vitoriano – fez o empate, aproveitando mais um erro defensivo.

Os adeptos festejavam ainda o primeiro golo, as claques ensaiavam um movimento para fazer perdurar o seu entusiasmo e o seu apoio, e eis que o AFS empata…

O Vitória demonstrou nas Aves um sistema de jogo que ninguém compreende. © GA!

O jogo teve mais momentos em que tudo podia ser diferente mas no Vitória todos se contentam com pouco… em detrimento do máximo. Falharam as oportunidades criadas depois, mesmo à boca da baliza e todos se lembraram que, no futebol, não há dois jogos iguais… e nem sequer sabemos ganhar ao último.

Com o empate, o fim da ilusão da chegada à Europa, mantida apenas por paixão e alimentada pela matemática futebolística de xis jogos vezes três pontos… ainda nos abre as portas da Europa!!!

Uma chave falsa que não abriu porta nenhuma tal como a ideia que acabou por se desmoronar com a equipa a voltar ao seu igual.

E o Vitória só não saiu das Aves derrotado porque Charles Silva esticou o pé e evitou o segundo golo num período em que era notório o ascendente da equipa de João Henriques – um treinador que já passou por Guimarães.

De nada valeu, os vitorianos ocuparem mais de metade do estádio com o seu fervor clubístico porque a força da bancada não chega ao relvado.

O Vitória alinhou com: Charles Silva, Tony Strata, Thiago Balieiro, Óscar Rivas, João Miguel Mendes, Beni Mukendi, Gonçalo Nogueira (Diogo Sousa 55’), Oumar Camara (Noah Saviolo 55’), Samu Silva, Miguel Nogueira (Telmo Arcanjo 70’), Gustavo Silva (Nélson Oliveira 70’).

Amarelos: Thiago Balieiro (31’).

Golos: Gustavo Silva (24’).

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