Evocar e sentir o 25 de Abril foi a tónica do espectáculo ‘Cantar a Liberdade – Dos Cravos às Estrelas’, apresentado pela Osmusiké – Associação Musical e Artística na passada noite de 23 de Abril.
O público entregou-se a uma viagem emocional de 90 minutos, acompanhando com palmas e cantos os acordes da democracia, num Teatro Jordão repleto.
“Através de recriações históricas, poesia e música, foram retratadas as conquistas e os desafios da caminhada democrática.”
“O espectáculo cruzou a memória da Revolução com a celebração dos 40 anos de adesão de Portugal à CEE. Através de recriações históricas, poesia e música, foram retratadas as conquistas e os desafios da caminhada democrática” – salienta Júlio Dias, director artístico e presidente da direcção da colectividade.
Um conjunto instrumental de cordas tradicionais, percussão, piano e acordeão, a par do ‘Coro Cantar Guimarães’ e ‘Cantares Populares’, deu vida a um espectáculo que contou com o apoio musical de Luís Oliveira.
Do alinhamento constaram clássicos como ‘Menino dos Olhos Tristes’ e ‘E Depois do Adeus’, além de temas populares como ‘Mulher da Erva’ e ‘Lá em Cima em Monção’.
A noite contou ainda com a participação especial da artista Maria João Soares, que interpretou ‘Meninos do Huambo’ e, em dueto com José Maria Gomes, o tema ‘Liberdade’. A sonoplastia esteve a cargo de Luís de Almeida e da equipa técnica do Teatro Jordão.
A componente cénica, encenada por Emília Ribeiro e com figurinos de Milita Marinho, trouxe dinamismo ao palco. As interpretações de Maria Terra, Celeste Pinto, Liliana Xavier, Ricardo Faria, Francisco Simões e José Pereira evocaram memórias e interrogações sobre o futuro, complementadas pelos momentos poéticos de Serafim Mota, Maria Fernanda Bragança e, Beatriz Roberto que coordena a valência ‘Osmusiké Poesia’.
A juventude também teve voz activa na performance ‘A Liberdade’ de Sara Gonçalves e Leonor Oliveira e nas declamações de Afonso Silva e Vitória Silva, que trouxeram a mensagem ecológica de Luísa Ducla Soares, em alusão a Guimarães 26 – Capital Verde Europeia.
Sob a direcção do maestro Abel Carriço, que conduziu o coro e o conjunto instrumental ao longo de todo o evento, o espectáculo culminou num momento de comunhão com a assistência, que se uniu numa voz colectiva para cantar ‘Grândola, Vila Morena’.

O evento foi apoiado pela Câmara Municipal no âmbito do programa Impacta, contou com a presença do seu presidente, Ricardo Araújo. No momento de maior emoção, Júlio Dias, presidente de Osmusiké, prestou uma sentida homenagem ao artista plástico e professor Joaquim Salgado Almeida. Membro activo da associação e histórico defensor da cultura e da liberdade, Salgado Almeida faleceu a 22 de Abril, precisamente na véspera “deste espectáculo pelo qual sempre lutou”.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.



