Reportagem
A visita do Presidente da República a Guimarães, no dia seguinte à sua posse, também, foi uma operação de charme para além de institucional que marcará a (boa) relação com o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, doravante.
António José Seguro, sublinhou isso mesmo, ao dizer que “não tenho palavras para agradecer a maneira tão gentil, tão amável, tão sincera com que me recebeu e as palavras que me dirigiu”.
E reforçou com o “quero estar à altura de lhe poder retribuir e de ser merecedor sempre desse abraço que há pouco aqui me transmitiu em nome dos vimaranenses”.
Daí, o agradecimento à “decisão pessoal que tomou para poder receber-me pessoalmente aqui na sua cidade”. E vincou: “Não esquecerei”.
O presidente salientou que “é sempre especial a regressar a Guimarães” mas “hoje regresso como Presidente da República”. E, por isso, destaca que “é ainda mais especial”.
“Guimarães é para todos nós o berço da nacionalidade. Mas hoje demonstra também que pode ser muito mais do que isso.”
Porque “Guimarães é para todos nós o berço da nacionalidade. Mas hoje demonstra também que pode ser muito mais do que isso”. E deu exemplos: “Pode ser também um berço de futuro”.
E ao ser reconhecida como Capital Verde Europeia 2026, reitera que “esta cidade afirma algo profundamente português”, ou seja, “a capacidade de honrar o passado sem deixar de construir o amanhã”.
Num discurso, de quase cinco minutos, a mensagem foi forte e evidente, lembrando o passado, uma vez que “a história não é apenas herança. É também este sentido de responsabilidade. E cada geração tem a sua missão”.
Lembrou que “a geração que aqui fundou Portugal lutou pela independência, pela liberdade e pela afirmação de um povo. A nossa geração enfrenta outro desafio decisivo. Proteger o planeta, responder às alterações climáticas e garantir às próximas gerações um futuro sustentável”.
A referência à Capital Verde Europeia e o seu significado, evidencia que “Guimarães mostra-nos que esse caminho é possível. Mostra que uma cidade com séculos de história pode também ser uma cidade de inovação, de consciência ambiental e de compromisso com a qualidade de vida das pessoas”.
E deixa o elogio de que “nesta cidade, aprendemos que preservar o património e cuidar da natureza são partes da mesma responsabilidade”.
“Num tempo em que o mundo procura respostas urgentes para os desafios ambientais, as cidades, e Guimarães, em particular, assumem um papel decisivo.”
“A responsabilidade – prosseguiu – de proteger aquilo que recebemos e de o entregar melhor a quem vier depois de nós. Num tempo em que o mundo procura respostas urgentes para os desafios ambientais, as cidades, e Guimarães, em particular, assumem um papel decisivo. É nelas que se experimentam soluções, que se mobilizam comunidades e que se constrói todos os dias uma nova relação entre desenvolvimento e sustentabilidade”.
O presidente sublinhou, também, que “Guimarães dá hoje um exemplo a Portugal e a Europa. E quis, no meu primeiro dia de mandato, testemunhar isso e dar voz a esta visão estratégica, a esta coragem que os vimaranenses e os seus autarcas afirmaram e desenvolveram ao longo das últimas décadas”.
Já, no final da sua intervenção curta mas incisiva, António José Seguro, acredita que “talvez por isso haja algo de profundamente simbólico neste momento, que é, repito, o lugar onde nasceu Portugal é também um lugar onde se afirma um compromisso claro com o futuro do nosso país”.
Concluiu dizendo que “é esse compromisso com a história, com o país e com as próximas gerações que a minha presença aqui significa. E queria terminar dizendo: Respira, Inspira” – suscitando aplausos unânimes da assistência.
Foto © Ana Rocha Nené/ PR
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