Estreou-se em grand slams e entrou em ‘Roland Garros’ após várias tentativas em vão. Agora, aproveitou da melhor maneira a oportunidade que lhe foi dada e ganhou na catedral da terra batida.
O dia 18 de Maio de 2026 ficará na sua história de atleta e na sua memória como mais um dia feliz para recordar sempre.
Matilde Jorge chegou ao importante e cotado ‘Roland Garros’ por uma campanha nacional que a coloca como número dois (2) da modalidade.
A sua estreia frente à norte-americana Elvina Kalieva (140.ª), fê-la celebrar um triunfo histórico, aos 22 anos, um triunfo com os parciais de 7-6 (7/4) e 7-5 após uma dupla-falta da adversária.
Matilde Jorge acusou os nervos do momento, no segundo parcial, pois esteve a ganhar por 5-0 e permitiu a recuperação de Elvina Kalieva depois de não ter consolidado os três match points que teve à sua disposição. No entanto, sem se dar por vencida, a vimaranense resistiu e quebrou o serviço para assinar triunfo nesta 125.ª edição de ‘Roland Garros’ histórica com sete participações lusas.

Desde Michelle Larcher de Brito, no qualifying de Wimbledon em 2017, que não havia qualquer vitória de uma mulher portuguesa em torneios do grand slam. Matilde Jorge voltará a ter uma norte-americana do outro lado da rede na segunda ronda: Mary Stoiana (149.ª).
Já depois de ter saboreado o triunfo com um discreto mas profundo sorriso e de um olhar para o céu, uma vez que não quebrou quando ganhando por 5-0 permitiu o 5-5, desfeito à lei… do querer e da ambição, uma marca da sua competitividade.
“Acho que fiz uma boa prestação. Acho que estive sempre com um bom nível do início ao fim.”
“Estou bastante feliz. Senti que estava bastante motivada para jogar este primeiro grand slam. Acho que fiz uma boa prestação. Acho que estive sempre com um bom nível do início ao fim. Até ao 5-3, no segundo set, acho que foi mérito dela. Acho que eu estava a jogar bem, mas ela a meio se soltou e estava a jogar bem. Foi ali no 5-3 que a própria bola deixou de fazer tanto dano, não estava a conseguir criar tanta dificuldade”, explicou a tenista lusa, que falou ainda das primeiras impressões em ‘Roland Garros’, em declarações ao jornal Record.
“Eu nunca tinha jogado aqui e nunca tinha vindo cá mesmo para ver, porque sempre disse a mim própria que a primeira vez que eu queria vir era para jogar. Às vezes, não é fácil. Eu conseguia ouvir tudo, mas era estar concentrada no jogo. Acho que estive bem nisso. Acredito que estou no nível de todas estas jogadoras. Acredito que também mereço e tenho nível para estar aqui a competir contra qualquer uma”, concluiu.
Francisca Jorge, irmã mais velha de Matilde Jorge, entra em acção no qualifying de ‘Roland Garros’, hoje, Terça-feira, tal como os portugueses Jaime Faria e Henrique Rocha.
Foto © FP Ténis
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