Jazz: está à porta o festival de Guimarães com a sua tradição e resiliência

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Estamos perto da 33ª edição do Guimarães Jazz, um festival que resiste, ganha prestígio, acompanha “este mundo conturbado” e será cartaz de 7 a 16 de Novembro.

Construído em “processo lento”, o Guimarães Jazz, como definiu Ivo Martins, a cara da direcção artística, por tradição, assume-se, também, como um “colectivo” que o organiza e lhe dá vida, representando A Oficina e o Convívio. Uma estrutura que “tem permanecido intacta”.

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E foi concebido “numa óptica de fazer diferente tentando acompanhar os tempos”, sem perder a ambição de ter, por um lado, grandes concertos no auditório Francisca Abreu, ou concertos no CIAJG.

Ambrose Akinmusire, será o protagonista maior desta edição, repetindo a presença de 2016, agora “numa fase diferente e amadurecida” num percurso de instrumentista e compositor consagrado no circuito jazzístico mundial.

Outro momento que Ivo Martins destacou, na apresentação do festival, realizada na última Sexta-feira, no Convívio, é o projecto que há sete anos faz com que a Orquestra de Guimarães também faça parte da programação.

Dzijan Emin Octeto, da Macedónia, juntamente com músicos daquele país, facilitarão a entrada da música dos Balcãs, com sonoridades híbridas, sem fronteiras entre estilos.

Ivo Martins justifica que esta é uma tentativa de experimentar e explorar música de outras geografias europeias, criando um novo paradigma de jazz no festival.

Mais há mais músicos para ver e ouvir, num programa de duas semanas de Quinta-feira a Domingo. Acrescem ainda as parcerias que o Guimarães Jazz faz com a Universidade de Aveiro, através do seu Centro de Estudos de Jazz, com o ESMAE e o Porta Jazz.

O concerto de Tommaso Perazzo e o seu quinteto (Sábado, dia 16 Novembro) é algo a não perder.

Há ainda outras portas abertas para ouvir jazz em outras dimensões: educativas, formativas e didácticas, sociais e recreativas (as jam sessions no Vila Flor e no Convívio) e as ‘Oficinas de Jazz’.

A edição de 2024 respeitará a tradição do festival e a sua identidade e afirmará as suas três linhas orientadoras: promoção de grandes concertos, formação e as jam sessions, um ‘after hours’ a não perder.

© 2024 Guimarães, agora!


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