Esclerose Múltipla: UMinho vai liderar projecto para investigar vírus

Data:

Uma equipa internacional coordenada por Cláudia Nóbrega, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, recebeu um financiamento de 600 mil dólares (cerca de 525 mil euros) da National Multiple Sclerosis Society, nos EUA, para investigar a relação entre o vírus Epstein-Barr e a esclerose múltipla. Esta doença afecta o sistema nervoso central, prejudicando a visão, a mobilidade e a sensibilidade de quase 15.000 portugueses e três milhões de pessoas pelo mundo.

“O novo projecto quer perceber por que razão o sistema imunitário pode não conseguir manter o vírus sob controlo.”

“O vírus Epstein-Barr é comum e infecta a maioria dos cidadãos ao longo da vida, mas sem causar problemas graves. A sua presença e eventual reactivação estão associadas ao desenvolvimento da esclerose múltipla, sobretudo em pessoas geneticamente predispostas. O novo projecto quer perceber por que razão o sistema imunitário pode não conseguir manter o vírus sob controlo” – salienta um comunicado da universidade.

A equipa científica conta ainda no ICVS com Ana Falcão, João Cerqueira e Margarida Correia-Neves, tendo a parceria de Margarida Rei, do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular (GIMM), em Lisboa, e de Ricardo Fernandes, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O ICVS continua na frente da investigação em saúde. © Direitos Reservados

Os cientistas vão comparar as células de defesa de pessoas recém-diagnosticadas com a doença com as de pessoas saudáveis também infectadas por aquele vírus. A equipa vai desenvolver linfócitos T modificados, isto é, células do sistema imunitário preparadas em laboratório para reconhecer e controlar melhor o vírus. Estas células serão testadas em modelos laboratoriais, para avaliar se conseguem impedir a reactivação desse vírus sem provocar respostas auto-imunes.

“Os resultados poderão contribuir para novas terapias baseadas em células do sistema imunitário, inclusive para outras doenças auto-imunes ligadas ao mesmo vírus.”

“Está é uma abordagem diferente às habitualmente usadas no tratamento da esclerose múltipla. Em vez de só actuar sobre a inflamação provocada pela doença, procura reforçar as defesas do organismo para manter sob controlo um vírus que pode contribuir para desencadear ou agravar a doença. Os resultados poderão contribuir para novas terapias baseadas em células do sistema imunitário, inclusive para outras doenças auto-imunes ligadas ao mesmo vírus” – esclarece a Universidade do Minho.

© 2026 Guimarães, agora!


Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!

Siga-nos no FacebookX e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.

Partilhe este Artigo:

Subscreva Newsletter:

PUBLICIDADE • CONTINUE A LER

Últimas Notícias:

Relacionadas:
Notícias

UMinho: ‘Noite Europeia dos Investigadores’ para falar de ciência

A Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM)...

UMinho: Rui L. Reis reconduzido na presidência do I3Bs

O professor catedrático Rui L. Reis foi reconduzido esta...

UMinho: equipa do LAR vice-campeã do mundo em robótica

A equipa do Laboratório de Automação e Robótica (LAR) da Escola de...

UMinho: voo de iniciação para alunos de Engenharia Aero-espacial

Cerca de 90 estudantes da licenciatura e do mestrado...