Eduardo Fernandes
Vimaranense de gema, Licenciado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto, Mestrando em Economia Industrial na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e a trabalhar na área financeira numa Big Four. Apaixonado por Futebol, Comida, Música, Animais e Ambiente nunca dispensa um bom tour de fim de semana pelos restaurantes e tascas Vimaranenses.

Tudo igual

Neste meu primeiro artigo tentei, a todo o custo, afastar-me da vontade de escrever sobre este fenómeno que assombra o estado natural das nossas vidas, mas, se a vida de todos nós mudou, há fenómenos que não mudaram e, por isso, merecem toda a nossa atenção.

Como sabemos, a covid-19 veio para ficar e para alterar, totalmente, a maneira como nos relacionamos, comunicamos, expressamos os nossos sentimentos e, claro, como planeamos as nossas vidas. Seria de esperar que esta adaptação fosse transversal das pessoas, às empresas e aos demais órgãos privados e públicos, certo?

Se há coisa que a gestão municipal do nosso concelho tem mostrado é que não é bem assim. Afinal de contas, 31 anos de poder dá para criar muitas rotinas – boas e más – e dá também para resistir a muita coisa, inclusive a uma pandemia desta dimensão. Estes hábitos antigos ficam bem vincados no regresso às aulas a que estamos a assistir.

Todos sabíamos que o regresso às aulas este ano seria particularmente difícil e que precisaria de uma preocupação extra por parte de todos os envolvidos no planeamento do mesmo. As competências da câmara municipal neste plano, são a alocação de assistentes operacionais às escolas e o planeamento dos transportes. Era aqui que devia estar o foco nos meses de verão. O que aconteceu?

Os Vimaranenses voltaram de férias, as escolas reabriram e o caos instalou-se. Casos de assistentes, professores/as e alunos/as infetados/as nas nossas escolas e, mais longe do centro da cidade, transportes que não cumprem as normas recomendas pelas autoridades de saúde. Ou seja, tudo igual.

Não era isto que se pedia. 2020 não é um ano como os outros. O regresso às aulas, neste ano em específico, exigia um planeamento e uma execução bem afinada. Exigia testagem a todos os assistentes, professores e demais envolvidos no regresso das aulas presenciais. Mesmo sabendo que os testes não impedem alguém de ficar infetado pouco tempo depois de o realizar, são fundamentais para interromper as cadeias de contágio.

E, para além de interromper as cadeias de contágio, seriam fundamentais para dar o bem-estar mental necessário a todos os que estavam envolvidos neste planeamento e a todos os pais que deixaram os seus filhos nas escolas depois de um longo período de ansiedade e medo.

O executivo municipal socialista não testou as pessoas nem aumentou as rotas dos autocarros escolares porque é caro…

O executivo municipal socialista não testou as pessoas nem aumentou as rotas dos autocarros escolares porque é caro e, como é caro, não daria para fazer pé de meia para todas as obras que, como já estamos habituados, vão aparecer no ano autárquico. Foi a decisão do Sr. Presidente da Câmara e do seu executivo, vão ter que viver com ela.

© 2020 Guimarães, agora!

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