Alberto Martins
Alberto Martins, 41 anos é empresário e licenciado em Gestão. Atualmente é ainda presidente da Junta de Freguesia da Vila de São Torcato desde 2017, tendo já sido tesoureiro desde 2005 até 2017. Trabalhou e colaborou com diversas empresas, de onde se destaca a empresa Coming Future e a empresa JF Economista Internacionais.

Retrato social de uma profissão maior (menor!!) – Professor

A profissão de Professor, sempre me transportou para algo de grandioso e de transcendente. A verdadeira essência de poder transmitir a outros o nosso conhecimento, alicerçado nas práticas pedagógicas e humanismo que cada um carrega. Esta admiração, sempre foi alavancada por professores de excelência que tive na minha carreira académica, desde a escola primária, onde o chão esburacado da velhinha escola da Corredoura entoava a voz assertiva e exigente da D. Leonilde (uma senhora), até às desgarradas mas produtivas aulas de grupo alargado da faculdade.

Hoje mais do que nunca admiro esta classe profissional. Poucas outras profissões tiveram de se adaptar, evoluir e ao mesmo tempo conservar o humanismo de verdadeiros educadores, que vão muito para além do “simples” ensinar.

Nos dias de hoje e com os desafios enormes que a pandemia por covid-19 nos coloca, o professor é um ser em mutação, que para além de nómada se transformou num mestre dos sete ofícios. Um especialista em ensinar, em educar, em informática, em tecnologias de informação, em comunicação e nas diversas vertentes sociais, como psicólogo e sociólogo. Assim se resume esta fortaleza, que há pouco mais de 20 anos era uma verdadeira autoridade, por essas terras onde lecionava, e que hoje passa por um processo de mutação forçado, para não ser engolido em burocracia. Sobra assim, infelizmente, pouco espaço para desempenharem o papel onde verdadeiramente são bons.

A minha atividade profissional de gestor, também muito exigente e em constante mutação, lidando com o exigente mundo empresarial e tecido económico é no meu ponto de vista menor perante esta profissão verdadeiramente MAIOR.

Presto portanto, aqui a minha grande homenagem a estes bravos resistentes, que continuam a fazer desta profissão, uma das mais importantes na nossa sociedade e a transformar os jovens de hoje, no futuro desta nação.

Perante os sucessivos desafios adaptativos que se lhe colocam, como camaleão, reganham forças diariamente para fazer finca-pé, à iliteracia…

Ser professor não é para qualquer um, é para os mais resilientes da nossa sociedade, que perante os sucessivos desafios adaptativos que se lhe colocam, como camaleão, reganham forças diariamente para fazer finca-pé, à iliteracia, ao comodismo e ao facilitismo e teimam em querer formar grandes cidadãos que tanto precisamos, num país de, apenas, grandes “doutores”.

Obrigado pelo vosso trabalho, muitas vezes tão pouco valorizado…

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1 COMENTÁRIO

  1. -De facto, a profissão de professor é meritória na medida em que tem a nobre função de ensinar as novas gerações para serem homens e mulheres de valor no amanhã. Infelizmente de há uns 30 anos para cá, tem sido insultada e achincalhada pela classe política e por muitos pais/mães ordinários que já têm a educação de Abril, violência mil.
    -Houve tempos em que ser professor era ter um cargo de grande prestígio social além de ser-se uma pessoa em que a sociedade confiava.
    -E hoje, será que muitos merecem confiança? -Muitos, minados pelo cancro vermelho do marxismo cultural, são essencialmente transmissores de veneno ideológico da esquerda, que se baseia em manter as pessoas na ignorância, divorciadas da verdade, da bondade e da generosidade, formatando-as no ódio para serem instrumentos de violência social. Basta vermos o conteúdo das disciplinas de História, Cidadania e desenvolvimento e de Português para percepcionarmos o veneno, o ódio contra o passado glorioso de Portugal e tentativa de mudanças comportamentais de forma a aceitarem comportamentos contranatura, suicidas.
    -Em suma, há que separar o trigo do joio.

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