Catarina Sousa
Natural de Guimarães. Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial na Universidade do Minho. Deputada suplente da Câmara Municipal de Guimarães pela CDU. Membro do MDM (Movimento Democrático de Mulheres).

Reabilitação da Fábrica do Arquinho

A Câmara Municipal de Guimarães adquiriu, em Julho, a antiga Fábrica do Arquinho, localizada na área citadina, envolvida pela Avenida D. Afonso Henriques, pela Rua da Caldeiroa e pela Rua Colégio Militar. Espera-se que este espaço seja utilizado pela Fibrenamics e pela Agenda Multidisciplinar para a Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho.

O modelo de reabilitação de antigas instalações industriais para complexos universitários não é novo. Foi utilizado um modelo semelhante na construção do Campus de Couros, inaugurado em 2015, que acolhe atualmente a Licenciatura em Teatro, a Licenciatura em Design do Produto, o Mestrado em Design do Produto e Serviços e Licenciatura em Artes Visuais.

Estas instalações resultam da requalificação de vários edifícios onde se localizavam antigas fábricas de couro e estão localizados a cerca de 20 min a pé do Campus de Azurém. Poderemos concordar que a requalificação resultou num campus muito bonito, com uma arquitetura espetacular, contudo muito pouco funcional.

Os alunos do Campus de Couros têm de recorrer aos serviços privados para as suas refeições, onde os preços praticados rondam cerca do dobro, por refeições pouco equilibradas…

Ao contrário dos seus colegas que frequentam o campus de Azurém e Gualtar, os alunos do Campus de Couros, neste campus, serviços de cantina, bar e reprografia. O único estabelecimento deste campus – Bar da Ramada – encontra-se no edifício de Design do Produto e está entregue à exploração privada. Desta forma, os alunos do Campus de Couros têm de recorrer aos serviços privados para as suas refeições, onde os preços praticados rondam cerca do dobro, por refeições pouco equilibradas, uma vez que, para aceder aos serviços de ação social da Universidade, têm de se deslocar até ao Campus de Azurém.

A inexistência de uma reprografia/papelaria no Campus também causa grandes transtornos, pois os alunos destes cursos, com grandes necessidades de materiais, são obrigados a deslocar-se fora do campus para imprimir ou fotocopiar documentos, bem como para comprar outros materiais como tintas, lápis, blocos, etc.

Ainda, o acesso aos serviços de transporte e biblioteca é muito limitado em comparação com os alunos dos restantes campi. Muitas vezes os alunos vêem-se forçados a sair do campus para realizar trabalhos de grupo, ensaios ou até mesmo para estudar, uma vez que o horário da biblioteca é limitado e não serve as suas necessidades.

Estes problemas demonstram a dificuldade que a Universidade do Minho tem em providenciar as condições necessárias aos alunos quando as instalações dos cursos se localizam fora dos dois Campi principais (Azurém e Gualtar).

Desta forma, expresso a minha preocupação quanto às futuras condições das instalações de Engenharia Aeroespacial, uma vez que, pelo que podemos verificar no Campus de Couros, o modelo traz desafios aos quais a Universidade do Minho ainda não conseguiu dar resposta.

© 2020 Guimarães, agora!

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