Pedro Ferreira
23 anos, licenciado em Gestão de Recursos Humanos. Técnico de melhorias contínuas. Gosto de futebol, música e um bom jantar entre amigos.

Projeto Escola-Hotel do IPCA, será real?

Na última assembleia municipal, o CDS-PP teve oportunidade de interpelar o executivo municipal sobre a inexistência de atualizações no que concerne ao projeto da Escola-Hotel, uma parceria da Câmara Municipal de Guimarães com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), cuja previsão para início de obra estava definida para final do ano de 2021, não havendo ainda, ao dia de hoje, qualquer tipo de novidade sobre o início das obras ou qualquer previsão para o início de atividades da mesma.

O CDS-PP salientou que este tema é uma preocupação do Município e ao qual a CM de Guimarães necessita de atribuir mais seriedade.

Aliás, há semanas atrás, um jornal vimaranense publicou a notícia que o Instituto Politécnico do Cávado e AVE (IPCA), preencheu 97% das vagas disponíveis para a licenciatura na 1ª fase do concurso nacional de acesso. Esta informação só corrobora a crescente importância e valorização do IPCA no âmbito escolar.

Esta notícia, bem como a intervenção do CDS-PP na assembleia municipal recordaram-me que em 2017 a CM de Guimarães e o IPCA apresentaram o projeto da Escola-Hotel. Posteriormente, a CM de Guimarães adquiriu a Casa do Costeado, o terreno rústico que lhe é adjacente e nove habitações confrontantes com a Rua do Moinho Velho, na freguesia de Creixomil, por 1.100.000,00 (um milhão e cem mil euros).

A reabilitação, refuncionalização e ampliação da Quinta do Costeado, fará com que o edifício tenha condições para salas de aulas, cozinhas, laboratórios de cozinha, biblioteca, auditório e serviços administrativos e possibilitará, segundo a presidente do IPCA, Dra. Maria José Fernandes, receber em Guimarães, um número próximo de 1500 alunos.

Para o concelho de Guimarães será vantajoso, pois será possível criar mais um polo universitário.

Considero o projeto ambicioso e congratulo a iniciativa. A parceria entre o Município de Guimarães e o IPCA será vantajosa para ambos: ao IPCA, permitirá desenvolver um conjunto de projetos novos e transformadores; por sua vez, para o concelho de Guimarães será vantajoso, pois será possível criar mais um polo universitário, para além da Universidade do Minho, bem como dinamizar e sustentar Guimarães como um concelho onde a produção e aquisição de conhecimento são valorizados, ao mesmo tempo atrai um número significativo de alunos, estimulando a economia local.

Saúdo ainda o facto de valorizarem a sustentabilidade ambiental na reabilitação de todo o espaço.

Contudo, já passou mais de um ano e meio desde o anúncio do início da obra e continuamos sem saber qual a verdadeira previsão para o início de atividade da Escola-Hotel.  

É imperativo uma justificação plausível para o projeto ainda não estar em fase de construção, ainda para mais porque, a possibilidade do custo do projeto ser ao dia de hoje mais elevado face ao valor inicial, é uma realidade.

É evidente que o executivo municipal carece de estratégia. Não pode, como é seu apanágio, continuar a comprometer-se com os vimaranenses e a não cumprir com as metas estabelecidas. 

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