João Salazar
22 anos. Estudante de Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. Vice-Presidente da Associação Tuna Académica do IPCA. Natural de Guimarães. Forte gosto pela música e desporto.

Para que lado evolui o Município?

Caminhamos a passos largos para uma conjuntura bastante difícil.

A economia e as finanças, o social e a proteção na saúde e na velhice, a educação e formação dos nossos cidadãos, o ambiente e a qualidade de vida, o desenvolvimento profissional, são políticas estruturantes em democracia que, senão forem transparentes e dedicadas ao cidadão, estimulam populismos e ideologias extremistas.

São cada vez mais as confusões, erros e particularmente a noção de uma ausência de sentido de Nação, um imobilismo paralisante de quem nos dirige, que, mesmo assim, já desgasta o próprio partido socialista, refletindo-se não só no seu eleitorado (baseado nas sondagens) como no próprio governo municipal.

Alguns reflexos deste desnorte podem sentir-se, no nosso burgo de Guimarães, pela trapalhada da loja do cidadão, pelo “dito por não feito” no investimento do espaço no centro comercial, com o disparate do anúncio da compra antes do investimento, por parte do nosso presidente da Câmara.

Uma falta de estratégia que levou o proprietário a subir o valor “final” do investimento. Aliás perguntamos quantos de nós, quando pretendemos adquirir um bem, e quanto mais oneroso pior, informamos primeiro e depois encerramos o negócio. Só mesmo se o dinheiro não for ganho com o suor do nosso esforço…

Outro exemplo poderá incluir a suposição da ideia de transição ecológica que o município quer passar. Procuramos atrair empresas de transporte para implementação de mobilidade suave, que por si é uma boa ideia, mas sem garantir condições para a devida e adequada circulação destes veículos de transporte.

Necessariamente era fundamental uma forma distinta no concelho, garantindo uma via especializada para a circulação destes veículos e postos de colocação dos mesmos e não esta solução híbrida na Avenida Conde Margaride. Ainda que sabendo que a boa utilização depende também do utilizador final, temos sempre mais a acrescentar de forma a diminuir o mau uso.

Será que se envolveram os presidentes de junta neste processo de repensar a mobilidade, de forma a que mais esclarecidos, melhor pudessem esclarecer a população e, mesmo, dessem alternativas válidas para o melhor fluxo e serviço dos seus fregueses. Qual a estratégia de boa circulação destes veículos?

“Quando a população idosa sobrepassa a jovem, com um preocupante ratio de 160 idosos por 100 jovens”.

É preciso, por outro lado, um olhar atento e uma solução para a acessibilidade destes veículos na área urbana, particularmente no centro da cidade, para que não persistam os erros cometidos, por exemplo, com as pessoas de mobilidade condicionada na nossa urbe. E ainda, quando a população idosa sobrepassa a jovem, com um preocupante ratio de 160 idosos por 100 jovens, o que implica repensar toda a estratégia (que não existe) de captação de jovens para Guimarães.

Claramente que teremos falta de planeamento. E preocupa-nos, ainda, esta ausência de planeamento e estratégia, sobre a inexistência de apoios do município relativamente à imprevisível dificuldade económica que se avizinha.

O município tem um papel fundamental nesta matéria, concatenando o fraco apoio que o governo anunciou e reforçando o apoio às famílias que terão dificuldades na compra de materiais escolares para os seus filhos, ou de equipamentos de apoio ao estudo e até mesmo na compra de bens essenciais.

Guimarães poderia estar à frente do próprio país e garantir um apoio nos transportes públicos, tornando-os gratuitos durante alguns meses, como propusemos sucessivamente na Assembleia Municipal.

Desta forma os vimaranenses poderão utilizar com mais afluência os nossos transportes, conhecendo as acessibilidades ao nosso concelho de forma gratuita e possivelmente utilizando com mais frequência este meio de transporte. E surpreendentemente, numa cidade que se quer da inovação, ciência e cultura, dentro das medidas ficaram de fora os jovens que entrarão no ensino superior.

E tudo isto nos leva a perguntar, temos estratégia, temos norte, temos um Município que nos saiba liderar em momentos difíceis, indo mais longe que o subsídio e procurando soluções de futuro. É sempre hora de evoluir e procurar soluções para melhorar o nosso concelho para os nossos cidadãos e estou certo que, com inteligência e rasgo, ainda podemos ir a tempo de encontrar rumo.

© 2022 Guimarães, agora!


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