Catarina Sousa
Natural de Guimarães. Estudante do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial na Universidade do Minho. Deputada suplente da Câmara Municipal de Guimarães pela CDU. Membro do MDM (Movimento Democrático de Mulheres).

A Pandemia e Desemprego Jovem

Os jovens trabalhadores são um segmento da população particularmente afetado pela pandemia da Covid-19.

As recentes alterações ao código de trabalho juntamente com a crise pandémica, resultaram num aumento abrupto do desemprego entre os mais jovens, colocando em causa o seu futuro e os seus projetos de vida. Esta situação agrava-se ainda mais no caso daqueles que tentam agora ingressar no mercado de trabalho, à procura do seu primeiro emprego.

A precariedade, os baixos salários e a ausência de respostas sociais são constrangimentos reais que afetam este grupo estruturalmente, e isso põe em causa o presente e o futuro de toda a sociedade. As camadas mais jovens da população ativa estão mais vulneráveis ao desemprego, muitas vezes sujeitas a falsos recibos verdes, contratos a termo, estágios profissionais não remunerados, bolsas de investigação, etc. A incerteza faz parte do dia a dia.

Isto demonstra que as políticas de combate à precariedade e proteção do emprego para os jovens têm sido superficiais e insuficientes…

Aponta-se que o contexto de crise pandémica, tenha catapultado o desemprego jovem para os 25%. Isto demonstra que as políticas de combate à precariedade e proteção do emprego para os jovens têm sido superficiais e insuficientes, incapazes de atacar verdadeiramente o problema. Medidas como o aumento do período experimental de 90 para 180 dias e o crescimento das plataformas de trabalho precário, como a Uber e Glovo, contribuem ativamente para o aumento da instabilidade laboral.

A situação não é melhor para quem tem um curso superior, as ofertas de emprego não pagam um salário justo para compensar o investimento na educação e as ofertas são agora mais limitadas, devido à crise pandémica. Salientando que ao contrário de outras crises, na crise que vivemos, emigrar também não poderá ser a solução, uma vez que a pandemia afetou o mercado europeu e mundial.

Desta forma, são imperativas respostas estruturais, que acabem com a precariedade, que valorizem os salários, que garantam serviços públicos de qualidade, que apoiem a concretização das expectativas dos jovens e ponham a sua energia e qualificações a favorecer o desenvolvimento e o bem-estar de todos. É necessária a criação de medidas de proteção especiais aos trabalhadores mais jovens, tal como previsto da Constituição da República Portuguesa!

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