CDU: ouve taipenses em relação à requalificação do centro da vila

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Uma comitiva da CDU – Coligação Democrática Unitária visitou o centro das Caldas das Taipas e conversou com os comerciantes e população. Da delegação da CDU fizeram parte, entre outros dirigentes e activistas, Mariana Silva, Jorge Freitas e Filipe Machado.

Numa fase em que se começa a tornar claro para os taipenses o resultado da intervenção no espaço público, com alterações profundas na circulação automóvel, a CDU procurou perceber quais os constrangimentos provocados por estas alterações a quem vive e a quem trabalha neste local. Segundo a coligação, a apreciação geral é de grande preocupação com as mudanças que foram efectuadas, especialmente por parte dos comerciantes, já profundamente fustigados pelas consequências de uma obra que ultrapassa, vastamente, os prazos prometidos para a conclusão, e que não receberam qualquer apoio para fazer face aos prejuízos.

“A oferta do transporte público colectivo nesta freguesia e nas freguesias vizinhas não é adequado.”

“Hoje o que temiam materializa-se e receiam o fim das suas actividades, com o possível afastamento da população do centro da Vila na sequência da alteração do trânsito e sem soluções viáveis para o estacionamento, visto que a oferta do transporte público colectivo nesta freguesia e nas freguesias vizinhas não é adequado”, lê-se no comunicado do partido.

📸 GA!

A CDU realçou três preocupações que lhes foram transmitidas, de carácter prático e que se relacionam entre si: circulação, estacionamento e acessibilidade.

No que diz respeito à nova organização e orientação do trânsito, com a supressão de alguns sentidos, e corte da Estrada Nacional (EN), a circulação é percepcionada como confusa e labiríntica.

A população e os comerciantes estão sensíveis ao projecto que tem por objectivo tirar os carros do centro, mas apresentam dúvidas sobre a concretização das virtudes da intenção e sobre a longevidade do comércio local, com reduzido aparcamento para cargas e descargas o que poderá condicionar a circulação normal.

As acessibilidades são outra preocupação bem sublinhada. Do ponto de vista dos acessos pedonais e pensando em pessoas com mobilidade reduzida, aponta-se a falta de rampas, acessos dificultados aos jardins e há até serviços que perderam acesso que existia. A possível dificuldade do acesso de viaturas prioritárias como ambulâncias e carros dos bombeiros na avenida da República foi também apontada como preocupante.

“A CDU não pode ignorar algumas das preocupações que foram apontadas e que se traduzirão em mais iniciativas e propostas concretas que mitiguem os problemas apontados”, declaram.

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