A Confraria Terras de Vimaranes continua a organizar a mostra gastronómica com caldos, sopas e papas no menú. A festa segue o mesmo ritual e há, pelo menos, 20 sopas que vão ser confeccionadas. E animação quanto baste entre música e ranchos folclóricos, concertinas.
Os confeccionadores deste repasto são restaurantes e grupos culturais que segundo a Confraria, representam o saber e a cultura gastronómica da região. Incluindo a ‘Sopa de Nabos’, típica da veiga de Creixomil. E até a ‘Sopa da Confraria’ que tem receita própria.
O chef Vítor, presidente da Terras de Vimaranes, Capela Miguel e confrades estiveram na Sexta-feira no Mercado Municipal, a dar conta deste evento que já na vai na quarta edição e se vai realizar em 21 e 22 de Novembro, nas instalações da Cooperativa Agrícola de Guimarães.
Entre as bancas e com uma ‘Sopa do Mercado’, das Sextas-feiras, ainda a fervilhar – uma degustação regular em cada semana – e que é distribuída aos que fazem daquele espaço o seu ponto de venda de produtos agrícolas e outros, foi dado a conhecer o programa.

Esta distribuição da sopa, em malga de papel e comida com colher de pau, é aberta, também, a toda a comunidade. Objectivamente a Terras de Vimaranes procura que a ‘Sopa do Mercado’ seja solidária, confirme a tradição, de em cada família, haver sempre lugar para um sopa, de legumes, com feijão, couve ou nabos.
Esta mostra de ‘Caldos, Sopas e Papas’ foi sempre uma imagem de marca da Confraria Terras de Vimaranes, resultou de um levantamento antropológico das tradições gastronómicas da região de Guimarães, segundo Capela Miguel.
“A sopa é um dos pratos fundamentais na chamada gastronomia mediterrânica.”
“Tem-se degradado a comida, sobretudo junto às novas gerações, que comem lixo. E como a estrutura tradicional da gastronomia portuguesa é muito rica e referida internacionalmente por ser elogiada a sua qualidade natural, nós estamos a defender um princípio fundamental que é tentar reeducar aqueles que saíram da qualidade de saber comer, da qualidade de degustar produtos naturais e explicar-lhes os erros que praticam quando comem lixo. Esta é uma das formas de o fazer, é mostrar aquilo que de bom ainda existe na memória e nas tradições dos cidadãos da nossa região. A sopa é um dos pratos fundamentais na chamada gastronomia mediterrânica” – ressaltou Capela Miguel.
Daí a formação da Confraria para poder promover bons hábitos, neste caso, eminentemente culturais e eminentemente gastronómicos e da tradição antropológica.
Isabel Pinho, do Turismo municipal, destacou o evento porque “a nossa identidade não é só a história, não é só o património, é também a cultura, é gastronomia e também, turismo”. Acentuou a sua vertente de evento da comunidade que pode evoluir para atrair visitantes de outras regiões e nacionalidades. “Uma experiência de saber e de sabores, com produtos agrícolas como o nabo de Creixomil” – defendeu.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.


