Taipas: antigos combatentes lembrados e evocados com um memorial

É mais um a evidenciar o esforço dos combatentes na defesa da Nação que se instalam no concelho. A Junta de Freguesia de Caldelas tomou a iniciativa a pedido de antigos militares.


A vila das Caldas das Taipas também tem o seu memorial, em honra dos antigos combatentes. Foi colocado perto do recinto da feira semanal, numa iniciativa da Junta de Freguesia de Caldelas que deu corpo a um grupo de antigos combatentes.

A secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro esteve na inauguração. Na cerimónia destacou a produção do cartão especial de “titular de reconhecimento da Nação”, previsto no estatuto do Antigo Combatente e onde se consagra o alargamento dos benefícios às viúvas/os ou cônjuges sobrevivos, de um apoio especial na saúde, com isenção total de taxas moderadoras.

“Concretizamos o passo que faltava e temos luz verde para avançar com a impressão do cartão de titular de reconhecimento da Nação aos Antigos Combatentes”, destacou a secretária de Estado.

“A primeira condição da memória histórica é homenagear aqueles que disseram sim para defender a sua Pátria…”

Para o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, o reconhecimento aos antigos combatentes é evocar “a memória histórica e essencial, sem a qual não conhecemos o país e não vislumbramos um caminho de futuro. A primeira condição da memória histórica é homenagear aqueles que disseram sim para defender a sua Pátria” – assinalou.

O presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, Luís Soares, assinalou o “dia histórico” para a freguesia através da concretização de um memorial que nasceu de uma proposta dos cidadãos. “É assim que temos vindo a trabalhar na Junta de Freguesia, os cidadãos propuseram e dialogaram com os representantes eleitos e assim concretizámos, com diálogo e trabalho”, referiu.

O cerimonial em volta deste memorial, trouxe a Guimarães, o presidente da Liga dos Combatentes, o tenente-general Chito Rodrigues, que evidenciou na sessão solene o ato de simbolismo e o reconhecimento aos antigos combatentes. “O que aconteceu hoje nas Taipas sucede um pouco por este país fora. O povo português ergue padrões e monumentos em homenagens aos seus filhos e àqueles que deixaram o seu próprio país para se deslocarem para outros continentes, no cumprimento do dever e da defesa dos valores mais altos que se podem lutar, os interesse superiores do país. Nos últimos tempos, o sacrifício dos combatentes foi reconhecido pelo poder local, pelo governo, pelo presidente da República e Assembleia da República, chegamos onde queríamos chegar quanto ao reconhecimento”.

A proposta de construção do memorial aos combatentes foi uma iniciativa de um grupo de antigos combatentes de Caldas das Taipas (Luís Miguel Rodrigues, José Oliveira, Cirilo Silva), concretizada pela Junta de Freguesia.

Em representação da Liga Combatentes de Caldas das Taipas, Luís Miguel Rodrigues, assinalou a “gratidão” pelo trabalho desenvolvido pela Junta de Freguesia de Caldelas “para esta homenagem aos combatentes que foram obrigados a pegar em armas no cumprimento do dever patriótico”.

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