Hotelaria: diálogo com o “departamento de turismo” esbarra na parede

A Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) elegeu “o departamento do turismo” da Câmara Municipal como o principal opositor das suas ideias. E da falta de diálogo o que não aconteceu com outros departamentos municipais.


Ricardo Silva, presidente da AVH, não tem dúvidas: o diálogo com “o departamento de turismo” tornou-se impossível. E concluiu mesmo que “havia forte hostilização às ideias da associação para o sector”. E citou exemplos claros como “a falta de uma política de comunicação do Município para o turismo” que, no seu entender, “nunca foi a mais adequada”, pois, “não chegava às pessoas, incluindo os vimaranenses”. Daí que “fomos percebendo sempre que nunca teríamos a mesma abertura de outros departamentos municipais”.

O presidente da AVH, cansou-se da falta de diálogo e referiu mesmo que “não dá mais”, após várias tentativas de evitar “esbarrar-nos contra uma parede”. Concluiu que “chegamos à ruptura total”.

Numa linguagem soft, Ricardo Silva evitou falar em nomes de responsáveis dos departamentos mas deixou claro a quem se referia. Falou da “presidência” quando se queria referir ao presidente, que manifestou “abertura e disponibilidade”; e do “departamento do Desenvolvimento Económico” quando queria falar de Ricardo Costa, cuja “sensibilidade registou no lançamento da aplicação Proximcity”.

Numa situação de “diálogo constante com o Município”, Ricardo Silva acentuou que não aconteceu a mesma coisa com “o departamento de turismo” evitando falar no nome de Sofia Ferreira para atacar a estrutura.

Mas foi duro, quando evidenciou que “a falta de acção do turismo foi total”, mesmo nos casos em que “enviamos propostas” que – ressalvou – “continuam a fazer todo o sentido e que nunca foram adoptadas”. Falou de uma “campanha nas redes sociais”, durante um ano, para badalar Guimarães como destino turístico de proximidade, a que “o departamento de turismo” nada ligou, o que faz o presidente da AVH reconhecer que a estrutura de turismo municipal vive “uma realidade que nós não estamos a viver”, pois “chegamos a um beco sem saída”. E defendeu mesmo que a estratégia municipal do turismo traçada para Guimarães “não se adequa ao que necessitamos para o sector”, considerando até que essa estratégia “está excessivamente dependente da executada pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal”.

Perante este cenário, de falta de diálogo, de concertação e entendimento com a área dependente de Sofia Ferreira, a associação de hotelaria vimaranense, apenas se mostra “esperançada no diálogo com a presidência e departamento do desenvolvimento económico”, uma vez que com o Turismo “não dá mais”.

Sendo esta a mensagem principal e única da AVH, o seu presidente não deixou de responder a questões dos jornalistas sobre o estado do sector.

“Ainda não conseguimos dizer com detalhe os efeitos da crise da pandemia mas sabemos que na hotelaria a situação é grave…”

“Dentro de duas semanas, quando iniciarmos a retoma, lenta, aí sim vamos ter a percepção dos efeitos devastadores desta crise sobre os negócios do sector. Temos algumas previsões mas só então saberemos a quantidade de estabelecimentos que vai abrir e os que vão continuar fechados, e os que vão abrir com novas gerências. Ainda não conseguimos dizer com detalhe os efeitos da crise da pandemia mas sabemos que na hotelaria a situação é grave” – concluiu Ricardo Silva.

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