Violência doméstica: uma ameaça do desenvolvimento económico

No blog do IMF (Fundo Monetário Internacional) Rasmane Ouedraogo e David Stenzel escrevem, hoje, como é preciso acabar com a violência contra as mulheres.


Num texto, em inglês, Rasmane Ouedraogo e David Stenzel justificam que acabar com a violência contra a mulher não é apenas um imperativo moral. É uma nova evidência que mostra como pode ajudar a economia.

Para aqueles autores, a violência doméstica é a pandemia da sombra – “shadow pandemic” – um incremento do abuso físico, sexual e emocional sobre a mulher que está ocorrendo entre os bloqueios e a turbulência social causados pela crise global da saúde.

Está evidência cresce no número de casos que se registam na Nigéria (mais de 130%), na Croácia onde os casos reportados atingem 228%.

Os custos económicos da violência doméstica são maiores durante os períodos de maior recessão, dizem Ouedraogo e Stenzel.

Para muitas mulheres, no mundo, não há lugares mais inseguros que os seus próprios lares. E isto tornou-se evidente durante a pandemia em que a violência ficou pior, como reconhece o International Day for the Elimination of Violence against Women.

Escrevem ainda que a violência doméstica é mais que um abuso e viola os direitos humanos básicos. Uma nova pesquisa New IMF staff research mostra como a violência contra a mulher e raparigas é a maior ameaça ao desenvolvimento económico nas regiões onde está mais disseminada.

A violência contra as mulheres tem efeitos de várias dimensões, na saúde e na economia tornou-se num “cano” da sociedade. 

Vários estudos encontraram na prática da violência doméstica custos que levaram à diminuição do número de mulheres no trabalho, na aquisição de novas competências, na educação e aumentaram os custos nos serviços da justiça e de saúde de alguns países.

Estimam que a violência tenha custos associados de 1 a 2% no PIB dos países onde é mais evidente.

📸 Getty Images

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