“24 de Junho de 1128 foi decisivo também na nossa cultura”

A Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, afirmou que o 24 de Junho é “um dia que é de Guimarães mas também de Portugal”.

Texto de: José Eduardo Guimarães

Historiando, sustentou que “com a vitória na Batalha de S. Mamede tinha início o processo irreversível de autonomia do Condado Portucalense que culminaria no Tratado de Zamora e, posteriormente, na Bula do Papa Alexandre III”. E acentuou que “o 24 de Junho de 1128 é, assim, uma data fundamental do nascimento de Portugal”.

Num discurso breve, de pouco mais de cinco minutos, Ângela Ferreira, mostrou a sua felicidade por participar na sessão solene que assinala a “primeira tarde portuguesa”, sublinhando que foi “decisiva para o curso dos acontecimentos da nossa história e, por isso, da nossa cultura”.

“Recordamos os homens que no campo de São Mamede se juntaram ao Infante Afonso e forjaram a primeira vitória portuguesa…”

Evocando o passado, a Secretária de Estado sustentou que neste 24 de Junho, “recordamos os homens que no campo de São Mamede se juntaram ao Infante Afonso e forjaram a primeira vitória portuguesa, mas recordamos também o legado que nos deixaram e ao qual chamamos país”.

Virada para a historicidade da data, Ângela Ferreira acentuou na sua intervenção que “o que somos, enquanto identidade, vem de antes, das culturas que por aqui passaram, da presença romana e islâmica, entre muitas outras”, não deixando dúvidas de que “mas o que somos, em parte, começou há exatamente 892 anos, aqui em Guimarães. O que somos, enquanto cultura, representa o que estes homens tornaram possível, mas representa também a nossa resposta e a nossa responsabilidade perante a história que nos fez” – vincou.

© Município de Guimarães

A Secretária de Estado do Património Cultural sublinhou que “sem esses primeiros portugueses hoje tudo seria diferente e a nossa cultura é, também, o desejo de um caminho próprio que eles começaram a construir, o nosso lugar, entre o material e o imaterial, o concreto e o abstrato, que, a partir de Guimarães, se construiu no mundo e para o mundo”. E acrescentou: “Aquilo a que hoje chamamos património cultural e que engloba todas as nossas tradições e costumes, a nossa língua projetada nas diferentes pronúncias que lhe damos, os monumentos que erguemos, as nossas artes, tudo isso representa o valor que desde então acrescentámos ao gesto de desafio dos homens e mulheres que inauguraram a história de Portugal”.

Sobre o mérito municipal humanitário, conferido “a todos aqueles que com o seu trabalho deram um contributo inestimável no combate à pandemia, seja protegendo-nos e cuidando da nossa saúde, seja salvando vidas”, a Secretária de Estado, considerou a distinção como “muito apropriada homenagem”, lembrando Péricles, no discurso que fez evocando os que lutaram e morreram na guerra do Peloponeso, cujas palavras são “a mais perfeita defesa dos valores da democracia e da liberdade”.

“A pandemia foi e é o combate das nossas vidas e a defesa dos valores da democracia e da liberdade compromete-nos com o reconhecimento daqueles que, na frente deste combate, tanto têm feito por nós” – concluiu.

© 2020 Guimarães, agora!

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