Medicamento: Rede solidária “Abem” não chega a Brito, Ronfe e Lordelo

Cidadãos mais vulneráveis, podem ter acesso gratuito a medicamentos, “de forma livre, rápida e eficaz” se forem portadores do cartão “Abem”, da rede solidária do medicamento, que se espalha pelo país, por iniciativa da associação Dignitude.


O Município de Guimarães integra aquele programa, desde 2018, promovido pela associação Dignitude, apoiada pela Portugal Inovação Social – uma iniciativa pública que visa promover a inovação social e dinamizar o mercado de investimento social em Portugal através de Fundos da União Europeia.

São 965 os cartões já atribuídos a agregados familiares em situação de vulnerabilidade em Guimarães, dos quais 639 estão activos, ou seja, em uso por cidadãos aos quais é assegurada a compra de medicamentos, sem qualquer custo, uma vez que a parte não coberta pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que cabe ao beneficiário liquidar, é assumida pelo fundo solidário da Dignitude. Refira-se que o cartão “Abem” não tem qualquer plafond.

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Podem ser portadores deste cartão “Abem” e beneficiar de medicação gratuita, as pessoas a quem a Divisão da Acção Social, da Câmara Municipal, reconheça preencher as condições de insuficiência económica. Depois, escolher a farmácia que pretende entre as que aderiram a este programa. São 25, no concelho, localizadas no centro e na periferia da cidade, estendendo-se por seis das nove vilas do território. Brito, Ronfe e Lordelo, são as vilas onde as respectivas farmácias não aderiram ainda à prestação deste serviço, uma vez que são obrigadas ao pagamento de uma mensalidade, ou seja, um contributo, também chamado de donativo, destinado a financiar o Fundo Solidário do Medicamento.

Guimarães, agora! sabe que o valor dessa mensalidade não é apenas o único entrave da adesão das farmácias ao programa “Abem”. Também, o facto de o universo de beneficiários abrangidos não ser suficiente para compensar aquele contributo. A adesão das farmácias a esta rede solidária do medicamento faz-se através da plataforma da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Farmácias que integram a rede solidária do medicamento:

  1. Farmácia Avenida (Av. D. João IV)
  2. Farmácia Barbosa (Toural)
  3. Farmácia Castilho (Pevidém)
  4. Farmácia da Praça (Rua Paio Galvão, Guimarães)
  5. Farmácia Briteiros (Briteiros)
  6. Farmácia de Gondar (Gondar)
  7. Farmácia Dias Machado (Espaço Guimarães)
  8. Farmácia Faria (Serzedelo)
  9. Farmácia Henrique Gomes (Rua Dr. Carlos Saraiva)
  10. Farmácia Horus (Toural)
  11. Farmácia Lobo (Avª Londres)
  12. Farmácia Martins Fernandes (Serzedo)
  13. Farmácia Nobel (Rua de Santo António)
  14. Farmácia Nunes de Sá (Rua João Paulo II)
  15. Farmácia Paula Martins (Rua Teixeira Pascoais – Azurém)
  16. Farmácia Pereira (Alameda S. Dâmaso)
  17. Farmácia Pereira da Silva (Moreira de Cónegos)
  18. Farmácia Polvoreira (Polvoreira)
  19. Farmácia Santo António (Urgezes)
  20. Farmácia São João de Ponte (Campelos)
  21. Farmácia São Torcato (São Torcato)
  22. Farmácia Silvério (Caldas das Taipas)
  23. Farmácia Vieira de Castro (Mesão Frio)
  24. Farmácia Vieira e Brito (Caldas das Taipas)
  25. Farmácia Vitória (Guimarães Shopping)

A Câmara, na sua última reunião, deliberou adquirir mais 200 cartões “Abem”, um encargo de 20 mil euros, o que significa que cada cartão tem o valor de 100 euros para o Município, o que alarga o número de potenciais utilizadores daquele benefício para um universo a rondar as 1500 pessoas. Em termos globais, o apoio municipal, entregue à Dignitude pode chegar aos 120 mil euros, dada a situação de desconforto e de vulnerabilidade que a crise provocada pela pandemia pode originar no tecido social. Em termos administrativos, a adesão ao cartão “Abem” evita que o cidadão se sujeite às condições mais exigentes do Regulamento Municipal para a atribuição de apoios a pessoas em situações de vulnerabilidade.

A Dignitude é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), formada pela ANF, APIFARMA, Cáritas, farmácias, empresas e pessoas singulares. A colaboração entre o Município e esta associação, contempla ainda a “vacinação SNS local”, um programa que visa administrar vacinas a pessoas com mais de 65 anos nas farmácias concelhias, à sua escolha.

A Câmara, deliberou aceitar mais esta cooperação, destinando 32 mil euros para a administração de vacinas, para além do circuito do SNS, nomeadamente a utilização dos postos médicos para aceder a este cuidado de saúde primário.

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