Bruno Fernandes: uma nova energia que faça da nossa história o nosso futuro

O cabeça de lista da Coligação Juntos por Guimarães – JpG – apresentou a sua candidatura e abriu a pré-campanha tendo em vista as próximas eleições autárquicas.


A decisão de se candidatar liderando a coligação do PSD e CDS/PP, foi assumida por Bruno Fernandes, como de “enorme responsabilidade pois tenho a noção do desafio que é liderar um dos Municípios mais importantes do país”. Numa apresentação a solo, ele, os jornalistas e o seu staff, Bruno Fernandes, partiu da realidade da pandemia e seus efeitos na sociedade, que “acrescenta importância às eleições autárquicas” para defender que “Guimarães necessita de uma nova energia que faça da nossa história o nosso futuro”. “Uma energia – disse – que recupere o legado extraordinário dos nossos antepassados, que ajude a recuperar desta pandemia e que nos projecte para as conquistas deste novo tempo”.

Lembrou-se de um dia, já com 16 anos, “quando fui de S. Torcato ao Toural, à sede de um partido político, perguntar o que devia fazer para me filiar”. E confessou que já “fervilhava dentro daquele jovem uma enorme vontade de ajudar a fazer coisas, de contribuir colectivamente e de ser um cidadão participativo”, percebendo “como podia ser útil à minha comunidade”.

Não adivinhava, contudo, que 26 anos depois, ao mostrar disponibilidade para liderar o Município, imperassem “precisamente as mesmas motivações: servir Guimarães, servir com determinação a minha terra, dando o meu contributo para o seu desenvolvimento, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos num momento particularmente exigente da nossa história”. O actual líder da comissão política do PSD, classificou-se com um “sou vimaranense com muito orgulho de o ser”, recordando o seu primeiro trabalho e a formação adquirida em empresas e no sector público.

Aprendeu que “os cidadãos e os seus problemas estão em primeiro lugar, especialmente as necessidades dos idosos e dos cidadãos mais desprotegidos”. E identificou “a base emocional que motivam esta minha candidatura, ou seja, a sua “experiência de vida, o conhecimento profundo da gestão autárquica e o amor a Guimarães”. Justificou porque é candidato “por Guimarães”, sublinhando que respeita “muito o passado e as opções legítimas dos vimaranenses”. E deixa perceber que “o que me move é a convicção que este concelho pode ter um futuro ainda melhor”.

Já a pensar no futuro imediato, Bruno Fernandes sustenta que “se tivermos ambição, Guimarães pode proporcionar ainda melhores condições para se viver, para se visitar e para se trabalhar”. E incita os cidadãos para um plano maior de exigência: “devemos exigir mais de quem nos governa. Porque é possível termos ainda melhores resultados de quem nos representa em Santa Clara”.

“É normal que depois de três décadas, haja cansaço, haja menos clarividência nas decisões…”

Convidou os vimaranenses “a olhar à nossa volta e logo percebemos que é possível muito mais”; a lembrarem-se de que “o nosso município é governado pela mesma força política há muito tempo. É normal que depois de três décadas, haja cansaço, haja menos clarividência nas decisões e que a acomodação de tantos anos de poder limite a ambição de quem nos governa”.

Acredita que “fará bem a Guimarães, uma lufada de ar fresco na gestão da sua autarquia”, motivada “por uma vontade de que Guimarães volte a crescer: aumentando a sua população, atraindo e fixando os jovens com políticas eficazes de habitação e de incentivo à natalidade, que a habitação social seja uma solução e não um problema para quem dela necessite, de valorizar a nossa cultura, a nossa história e as nossas tradições, como o ADN deste povo”.

Defendeu que sendo Guimarães “uma terra com uma fortíssima ligação à indústria e ao sector produtivo”, todas as políticas “assentem na sua valorização o incremento de mais e de melhor emprego, dando aos investidores, especialmente estrangeiros, condições favoráveis à sua instalação e permanência em Guimarães”.

© GA!

Vincando as diferenças com o PS que governa a Câmara, Bruno Fernandes critica a substituição do movimento associativo pelo Município, evitando “a responsabilidade em ser parceiro e em ser agente impulsionador do desenvolvimento colectivo”. O que passa “pela valorização da universidade e o conhecimento, fomentando o empreendedorismo jovem, a inovação e a transição digital”.

Desfiando o rosário das suas ideias para a gestão municipal, o cabeça de lista da coligação JpG quer assumir “o desenvolvimento sustentável assente num novo modelo de governança de cidades inteligentes, premissa basilar de um concelho com responsabilidade ambiental”.

Numa espécie de elevação do seu estatuto, defende também a necessidade de “recolocar Guimarães como uma referência nas cidades médias europeias”, algo que está em contra-ciclo ao que “vamos assistindo nos últimos anos”, ou seja “um retrocesso da nossa afirmação e liderança regional”.

“Estamos a perder competitividade para os concelhos vizinhos, vemos os grandes projectos empresariais a escolherem outras paragens…”

Como quem quer lançar o aviso, acentua que “estamos a perder competitividade para os concelhos vizinhos, vemos os grandes projectos empresariais a escolherem outras paragens, ainda ansiamos por uma rede de transportes públicos que teima em não servir todo o território, os jovens casais desesperam por uma habitação a custo justo e que não seja impeditiva de se fixarem no seu concelho”.

Neste cenário, entende que “a democracia em Guimarães ainda não é suficientemente madura que estimule quem nos governa a distribuir com critério os investimentos nas freguesias”, uma crítica vincada ao “investimento que é tradicionalmente realizado no ano das eleições e depois de muitos anúncios”.

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