QSP Summit: indústria têxtil vai gerar outro emprego

O desafio da indústria foi um dos temas que suscitou maior atenção dos participantes no QSP Summit que, hoje, começou na Exponor.


Agatha Ruiz de la Prada, designer espanhola bem conhecida pela sua marca internacional, com ligações a empresas vimaranenses, Manuel Violas, do grupo Violas/ Solverde/ Superbock e José Alexandre Oliveira, da Riopele foram os oradores principais.

O debate acabou por destacar a indústria têxtil e cervejeira, também porque Luís Onofre, da Apiccaps, não compareceu o que afastou a possibilidade de incluir o sector do calçado nessa discussão.

Genericamente, os desafios que se colocam à indústria nacional são similares a vários sectores e têm a ver com a forma como o processo de internacionalização é acentuado.

Ficou claro que com a pandemia as empresas do sector têxtil, foram capazes de reduzir a presença dos agentes, os intermediários indesejados na relação com os clientes. Esse facto permitiu que os clientes se relacionassem directamente com as empresas.

José Alexandre Oliveira, da Riopele, disse mesmo que “abriu a fábrica” aos seus clientes mais fiéis que estando longe acabaram por entrar nas várias secções, utilizando as tecnologias, abrindo a porta a uma comunicação directa aos clientes parceiros.

Se Agatha Ruiz de la Prada considerou inevitável e premente que a indústria têxtil portuguesa faça a sua evolução para se tornar mais digital e tecnológica, José Alexandre Oliveira admitiu que, na opinião dos seus clientes e fornecedores, “a Riopele já é a fábrica mais moderna da Europa”.

Virgína Abreu com Agatha Ruiz de la Prada, duas amigas unidas pelo têxtil. © GA!

E muito pela utilização de recursos que garantem uma comunicação eficaz, ágil e eficiente baseada em tecnologia e utilização das redes sociais no processo comercial. “Só com instrumentos poderosos poderemos comunicar e saber comunicar”, reforçou o empresário de Famalicão.

“Fez-se tanto em pouco tempo com a tecnologia de que nada será igual ao passado.”

Não tem dúvidas de que “fez-se tanto em pouco tempo com a tecnologia de que nada será igual ao passado”. Admite que a indústria em geral e a têxtil em particular possam gerar “outro emprego por força da escolaridade dos potenciais trabalhadores”.

O optimismo do líder da Riopele sobre o futuro industrial português foi justificado com base em tendências que se acentuam, como o facto de o mercado alemão ter apostado em comprar a empresas mais próximas, como as portugueses. Uma atitude reforçada recentemente como estratégia global.

© GA!

Agatha Ruiz de la Prada, conhecedora da indústria têxtil portuguesa que elogiou, dizendo “ter muito respeito pelo tecido industrial” que soube sobreviver e manter-se o que não aconteceu com o sector têxtil espanhol, também reconheceu que “os intermediários entorpecem a relação comercial” e adiantou que há “uma poção mágica” que tem ajudado e ajuda as empresas exportadoras portugueses, que “é a capacidade de satisfazer, de pronto, uma encomenda”.

Essa será a base que sustentará o negócio, uma vez que o mundo não corre depressa mas muito depressa. E os produtores para manter fiéis os seus clientes têm de ser rápidos nas respostas que dão. E citou que antes “os matrimónios eram para uma vida, hoje os matrimónios já são para um dia”.

Ter marcas ou apostar no private label, saber vender, e acrescentar valor aos produtos, manter preços e não ceder aos clientes que os querem sempre baixar, são desafios do presente e do futuro e que podem manter a indústria nacional nos melhores mercados internacionais.

© 2021 Guimarães, agora!


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