Coelima: administrador judicial pede venda antecipada de bens

Que as melhores propostas surjam até 16 de Junho é o desejo de Pedro Pidwell de modo a salvaguardar o futuro da empresa.


Pedro Pidwell já fez chegar ao Tribunal a sua proposta para vender os activos da Coelima de modo a encontrar um novo dono que satisfaça os compromissos da empresa até Junho. E assegure o futuro da empresa sem necessidade de despedimento forçado dos seus trabalhadores.

Nesta corrida contra-relógio, Pedro Pidwell quer encontrar um comprador para a Coelima, de modo a assegurar as obrigações operacionais.

Na sua opinião, só a venda antecipada de bens é a solução que permite salvaguardar os postos de trabalho e o próprio estabelecimento, “um negócio que tem de estar alinhavado até 30 de Junho”.

O administrador judicial vai pedir aos interessados que já manifestaram a intenção de comprar a Coelima que apresentem as suas melhores propostas até 16 de Junho. E, porventura, a outros que têm a Coelima na mira de um potencial investimento.

© RAQUEL WISE_JORNAL DE NEGÓCIOS

“A empresa não tem recursos para solver os compromissos de Junho de 2021 e se não os encontrar, então o encerramento será inevitável e consequentemente os trabalhadores serão despedidos”.

O administrador rejeitou o plano de insolvência apresentado por alguns proponentes, “não pelo seu mérito” mas por ser “uma figura não adequada a este caso em concreto”. A ser aceite este plano, levaria a “uma delonga de tramitação de mais dois ou três meses, o que implicará o acordo dos interessados”.

Por isso, Pedro Pidwell propôs “a venda do estabelecimento com a universidade dos direitos, onde se incluem os contratos de trabalho e direitos de propriedade industrial”.

O administrador apresentou ao Tribunal uma proposta para reforçar “a assessoria jurídica, especializada e multidisciplinar”, para além da equipa do próprio administrador de modo a cumprir com os prazos que todos desejam, de concluir a liquidação da Coelima até 30 de Junho.

O mapa do imobilizado substitui o inventário na discriminação dos bens da empresa, a relação dos equipamentos da empresa está discriminada com os ónus pendentes sobre alguns equipamentos, nomeadamente os que têm penhor mercantil, bem como uma relação dos créditos laborais apurados.

Os equipamentos têm um valor de aquisição de 21.825.173,15€ e de apenas 2.976.705,81€ como valor contabilístico. A lista de credores reconhecidos elencou 508 dos quais 253 são de trabalhadores.

Foram apurados, em sede de contabilidade da insolvente, créditos de 29.292.506,47€ mas foram reclamados créditos de 48.118.140,03€. O valor total dos créditos reconhecidos é de 48.233.964,75€.

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