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Quinta-feira, Junho 20, 2024

Vitória: na era de António Miguel Cardoso

No Teatro Jordão (TJ) requalificado, foi apresentado o Vitória renovado por eleições, disputadas a 5 de Março, a causa directa da mudança de ciclo e de protagonistas.


Apesar de singela e simples, a cerimónia de posse teve um significado especial e muito institucional, onde imperou o respeito por vencedores e vencidos.

Foi um Vitória mais institucional que se viu, ontem, à noite no TJ. Sentiu-se uma transição suave entre Miguel Pinto Lisboa e António Miguel Cardoso, dois candidatos que disputaram as eleições por duas vezes, um contra o outro, e que se tornaram ambos presidentes.

Este facto evidencia um Vitória maduro, do ponto de vista interno e social, já que a divergência de ideias sobre o que deve ser o clube, não deve pôr em causa o essencial, a unidade do Vitória.

Quase não houve ausências mas todas as presenças foram dignas, o que dá força ao Vitória enquanto instituição vimaranense e nacional.

Embelezaram essa importância social e institucional a Câmara Municipal representada pelo seu presidente e alguns vereadores, a Federação Portuguesa de Futebol através de Fernando Gomes, o seu presidente e a Liga Portugal por Helena Pires, directora executiva.

O presidente eleito e depois empossado fez um discurso simples, de respeito – pelas palavras que dirigiu ao fundador António Macedo Guimarães e aos órgãos sociais que naquele noite cessaram funções. E também ao candidato vencido Alex Costa, cujos nomes da sua lista marcaram presença.

“Não conheço nenhum outro clube onde uma eleição eleitoral tenha tanto envolvimento dos seus adeptos”.

Lembrou que “percorremos quilómetros a explicar as nossas ideias, a ouvir opiniões, a levar o nome do Vitória aos vários cantos do concelho. Não conheço nenhum outro clube onde uma eleição eleitoral tenha tanto envolvimento dos seus adeptos, da sua massa associativa, que mova e anime tanto uma cidade” – disse.

Louvou o processo eleitoral – da participação ao comportamento dos sócios – e os seus protagonistas – Pedro Xavier, os que estiveram nas mesas e os funcionários.

Recuou até ao período da campanha eleitoral. “Éramos e somos todos vitorianos. E, daqui para a frente, estou certo que todos os que se envolveram neste processo eleitoral se manterão a torcer pelas vitórias das nossas cores, seja no futebol, masculino ou feminino, seja em qualquer uma das muitas modalidades que compõem este ecléctico clube”

Sobre o futuro, o seu e o do Vitória, António Miguel Cardoso, aproveitou a presença de Fernando Gomes, presidente da FPF, para “deixar a promessa de um olhar atento sobre o futebol feminino. Queremos continuar a ser um clube onde a prática desportiva é para todas e todos”.

Embora lembrando que durante todos os dias da campanha “não esteve em causa quem era o mais ou menos vitoriano, não esteve em causa quem tinha visto mais ou menos jogos ou participado em mais ou menos eventos do clube”, o que os sócios valorizaram foram “os projectos que apresentamos, as equipas que estavam alinhadas para se entregarem ao trabalho e dar corpo aos respectivos programas”.

O novo presidente sublinhou que “o resultado obtido foi claro na escolha do nosso projecto” e considerou que “sendo gratificante, é também ele uma enorme responsabilidade”.

“Deixar no futuro um clube do qual as futuras gerações se orgulhem”.

Recorda-se de “quando me candidatei pela primeira vez tinha a ideia do que queria fazer. Hoje, estou igualmente certo do que temos que fazer e, acima de tudo, da responsabilidade em deixar no futuro um clube do qual as futuras gerações se orgulhem”

Acrescenta que “a responsabilidade social que um clube como o Vitória tem na formação dos jovens é enorme. E estou disso bem ciente, e convicto, de que enquanto presidente, me cabe a responsabilidade de ser o principal motor desse posicionamento”.

Traçou algumas linhas do seu código de conduta: “tal como na minha vida profissional, também aqui quero deixar aos próximos um clube melhor do que encontrei. É uma máxima que procuro seguir na minha vida pessoal e profissional. Só assim conseguimos uma sociedade mais equilibrada e solidária” – afirmou.

Deixou uma palavra de solidariedade para as mulheres e homens que figuraram na sua lista de candidatura e desejou que “cada adepto sinta o clube como seu, olhe o Centenário como algo que é aberto à participação de todos e encare o futuro no espírito tão bem traduzido pelo lema “Vitória, Vitória, eu continuo a tua história”. “É a pensar no futuro que nos iremos entregar com paixão” – concluiu.

📸 Vitória SC

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