Hereditas: o atlas que é um espelho do que nós somos

Já se pode ver, estudar e saber, do que é feito o território vimaranense em património, história, arte, arquitectura, paisagem e vias antigas.


Guimarães deu um passo importante na preservação da sua identidade ao condensar num atlas digital – disponível no site do município – 900 bens patrimoniais, devidamente catalogados. “Um trabalho técnico, árido, acessível numa plataforma electrónica, à distância de um click” – sublinhou Fernando Seara de Sá, vereador do Urbanismo, por onde passou toda a coordenação do que também se pode entender como um levantamento do que nos distingue em várias áreas. E que pode acentuar ainda mais a coesão territorial, como sublinhou Domingos Bragança, presidente da Câmara.

O Hereditas, é um inventário que carrega uma herança secular, de um património feito, de linhas de água, caminhos pedestres, elementos arquitectónicos, traços arqueológicos que enfeitam a nossa paisagem e marca a nossa passagem neste tempo e que passa a estar disponível para todos os cidadãos conhecerem o seu passado, preservar a sua história patrimonial e usar o território, sabendo por onde vai e o que pode encontrar.

Este projecto, para além de conter um legado, servirá, com o uso da tecnologia, para interessantes caminhadas, pelo verde da paisagem, pelo agreste de alguns caminhos e pelo cheiro da vegetação que preenche o território concelhio e por onde se espalham alguns dos nossos melhores tesouros arquitectónicos e arqueológicos.

© Município de Guimarães

“É que este repositório dá-nos uma ideia mais forte da nossa identidade, do que somos e de quem somos…”

O presidente da Câmara, crê que “a vivência e o uso do território e do património nele implantado, permitirá criar contextos criativos” pela população. “É que – sublinhou ainda – este repositório dá-nos uma ideia mais forte da nossa identidade, do que somos e de quem somos”.

O atlas agora apresentado não é um trabalho fechado e acabado porque terá a evolução natural do desenvolvimento do concelho e acentuará o conhecimento da nossa história, sempre possível de estudo e de observação. O presidente da Câmara e o vereador do Urbanismo comungam deste propósito, o que garante continuidade e dinâmica a um projecto que não tem razão de parar no tempo.

Seara de Sá disse que o conhecimento alargado do centro histórico permitiu que se fizesse o mesmo em relação ao restante território.

Na hora dos agradecimentos, à equipa coordenada pela arquitecta Teresa Costa, técnica municipal e a todos os que se envolveram na sua materialização, também foi dirigido a José Bastos, o vereador da Cultura, ao tempo, que criou este programa, no mandato anterior de Domingos Bragança.

© 2021 Guimarães, agora!


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