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Quinta-feira, Junho 20, 2024

Guimarães Jazz: 31ª edição traz mais vozes, dança e experimentalismo

Economia

O festival de jazz vimaranense regressa de 10 a 19 de Novembro. É a edição com mais artistas nacionais e vozes. O director artístico, Ivo Martins, salienta a vertente multidisciplinar e experimentalista deste ano.


O Guimarães Jazz segue já com 31 anos de festival, e a palavra chave para esta edição parece ser “inovar”. “Tentamos reinventar permanentemente o festival” afirma Ivo Martins, director artístico. 

Realça, como ponto interessante, que este “é, talvez, o festival com mais músicos portugueses de todas as edições”, enumerando como exemplos a Big Band da ESMAE, o Projecto Porta-Jazz, o Projecto CEJ – parceria com o Centro de Estudos de Jazz da Universidade de Aveiro -, o Projecto Sonoscopia, o concerto de Manuel de Oliveira com a Orquestra de Guimarães e a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Faz questão de esclarecer que esta intensa programação nacional acontece por acaso e não foi planeada antecipadamente. 

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Outra característica interessante realçada por Ivo Martins é que “há muitas vozes”. “Nós sempre fomos bastante cépticos em relação a vozes no Jazz porque não é qualquer cantor ou cantora que nos convence”, explica. Ainda assim, esta edição conta com Dianne Reeves, que inaugura o festival, Archie Shepp em quarteto com outra cantora, Marion Rampal, a Big Band da ESMAE também irá introduzir voz, o Projecto Porta-Jazz inclui três cantoras – Mariana Dionísio, Sofia Sá e Vera Morais – e o grupo de Residência Artística de Victor Garcia faz-se acompanhar pela cantora Jill Katona

O director artístico sublinha, também, que o Guimarães Jazz “é um festival com uma vertente multidisciplinar”. Neste aspecto, menciona projectos como o de Hamid Drake que explora o espiritualismo da música de Alice Coltrane, incluindo uma coreografa, uma trompetista que faz spoken word, electrónicas e incorpora instrumentos acústicos africanos. “Este lado experimentalista, aberto a novas realidades, a novos sons, a novas sonoridades é uma coisa que nós gostamos imenso”, declara Ivo Martins.

“E aquilo que vemos na edição deste ano é exactamente esses novos horizontes”.

O vereador da Cultura e presidente de A Oficina, Paulo Lopes Silva, reforça o que foi dito por Ivo Martins, referindo que Ivo escolheu uma de duas opções: “Temos duas opções, consolidamos aquilo que temos e vivemos com esse património construído durante 30 anos, ou arriscamos, rasgamos e encontramos aqui novos horizontes. E aquilo que vemos na edição deste ano é exactamente esses novos horizontes”

Paulo Lopes Silva destaca um projecto em particular, o concerto de Manuel de Oliveira, artista vimaranense, com a Orquestra de Guimarães. Revela que o espectáculo foi criado pelo músico “não especificamente para o Guimarães Jazz”, mas que o criou “através do apoio à criação do programa Impacta do Município de Guimarães”

📸 Direitos Reservados

O vereador termina agradecendo a todos os envolvidos na criação do festival e ressalta: “à trigésima primeira edição dificilmente podemos dizer mais uma edição do Guimarães Jazz, não é disso que se trata aqui, é de uma nova página, de um novo mundo do Guimarães Jazz”

Segundo a directora executiva de A Oficina, Helena Pereira, “o público está a reagir muito bem ao cartaz deste ano” tendo já vendido 335 bilhetes e mais de 130 assinaturas para o evento, com mais expressão da modalidade de assinatura que permite assistir a três concertos. 

📸 GA!

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