A nomeação de André Casalta para Director Municipal do Planeamento, Desenvolvimento do Território e Turismo não foi bem aceite pelos vereadores do PS.
Ricardo Costa considerou que a decisão do presidente da Câmara é “uma partidarização da máquina” administrativa municipal. Uma crítica embrulhada com outras de que “os cargos são para servir Guimarães e não qualquer partido político”.
Acentuou que Ricardo Araújo foi para além das habituais indicações para assessores políticos que servem os gabinetes do presidente e dos vereadores, essas sim “legítimas”, mostrando o seu desacordo por se “estar a entregar o concelho desta dimensão a um órgão partidário”.
O vereador do PS informou que vai reunir “a documentação” para acompanhar os trâmites do concurso público, legalmente exigido, para que as nomeações se tornem efectivas. Disse, também, que a reorganização do organograma municipal vai representar, neste movimento de quadros dirigentes, um encargo superior a um milhão de euros.
O presidente da Câmara deu nota de que “este assunto não merecia sequer discussão” uma vez que a votação era por voto secreto. Mas resolveu não fugir ao debate até para explicar que dos 48 funcionários nomeados em comissão de serviço, alguns em regime de substituição – 48 no total – 40 deles foram reconduzidos depois de nomeados pela administração de Domingos Bragança.

“Isto perturba a vossa narrativa, uma vez que estavam à espera de uma grande revolução, quando se trata de pessoas, de diferentes sensibilidades políticas, alguns dos quais figuraram nas listas de candidatos do PS, nas últimas eleições” – afirmou o presidente da Câmara que rejeitou uma caça às bruxas no seio do funcionalismo municipal. “Estou apostado em fazer a máquina do Município eficaz, com resultados para os vimaranenses” – sublinhou.
Dos 48 dirigentes que ocuparam os lugares de Director Municipal e de Departamento, de chefe de divisão e de chefe (3.º grau) apenas dois – Tiago Laranjeiro e André Casalta – não tinham vínculo à Câmara, embora o primeiro tivesse ligação à Função Pública; outros viram mantida a sua comissão de serviço em cargos como Directores de Departamento e Chefe de Divisão e um no cargo de Director Municipal. E os que foram designados em regime de substituição, a partir de 1 de Outubro deste ano, terão de ver o seu cargo de dirigente confirmado por um concurso público.
Negando-se a indicar nomes, para “não estar a pessoalizar” a questão, defendeu as nomeações feitas, incluindo as que se relacionam com a sua filiação partidária e de inscrição de militante do PSD situação que “não pode ser cadastro”. Prometeu a abertura de concursos públicos para breve, descartando as acusações e dúvidas de Ricardo Costa sobre os concursos que vão ser realizados.
Sobre as suspeitas lançadas pelo vereador do PS relativamente ao procedimento dos concursos, Ricardo Araújo foi irónico: “Se o vereador do PS lança suspeitas sobre os concursos que vamos abrir, não sei se é da sua experiência na Câmara, noutros tempos, na minha não é…”, refutou.
“Todos os concursos serão realizados como a lei prevê.”
Defendendo as escolhas feitas pela sua competência e disponibilidade de Tiago Laranjeiro e André Casalta para os cargos indicados, o presidente disse que “todos os concursos serão realizados como a lei prevê”, interrogando “se não foi assim no passado”.
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