Para além de surpresa, foi um facto político que pode ter repercussões na Assembleia Municipal, de hoje, à noite. E na vida política mais próxima.
Se a presença já tinha sido notada, à entrada da escola, com os abraços do Ministro da Educação ao ex-presidente e, também, dos cumprimentos dos vereadores actuais presentes, Ricardo Araújo não só dirigiu palavras simpáticas ao homem a quem sucedeu na governação municipal, como lhe deu palco na hora dos discursos e no descerramento da placa.

“Eu quero dizer-lhe que sei que partilha comigo esta vontade: esta obra não é sua, nem é minha, é de Guimarães e é, particularmente, de São Torcato.”
O actual presidente da Câmara quis dirigir “umas palavras breves” que não são apenas de simpatia mas têm efectivo significado político. “Quando, por estes dias, questionam e debatem sobre de quem é a propriedade (Domingos Bragança encolheu os ombros, como quem desvaloriza a importância do facto) e a autoria política desta obra, se é sua, se é minha, se é do executivo anterior, se é deste… eu quero dizer-lhe que sei que partilha comigo esta vontade: esta obra não é sua, nem é minha, é de Guimarães e é, particularmente, de São Torcato”.
Os aplausos ouviram-se, expressando um sentimento de singularidade política, dado a natural passagem de obras de um mandato para outro e que, quem vem a seguir, só tem de concretizar, acabando-as e inaugurando-as.
Até no descerramento da placa, Ricardo Araújo quis a seu lado Domingos Bragança que pegou levemente na bandeira de Guimarães num gesto em que a comunidade política devia ser mais unânime.
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