Ricardo Araújo: “A cidade fica a ganhar com o MIMO, conquistando novos públicos, visitantes, turistas e residentes”

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A realização do MIMO, em Guimarães, durante nove dias, levou o presidente da Câmara a falar de números: 74 mil participantes; 18.500 visitantes com dormida na cidade e arredores; gerando entre 18 e 40 mil, o número de dormidas; e um valor indiscriminado de visitantes, locais, regionais, nacionais e do estrangeiro, de artistas e agentes culturais, novos públicos (alguns virão pela primeira vez).

“Estas expectativas expressivas” fazem-no sustentar que “é deste tipo de projectos que queremos trazer para Guimarães” – disse na conferência de imprensa de apresentação. E, por isso, indicou valores sobre o impacto económico directo, estimado entre seis (6) e os quase 10 milhões de euros, em vários sectores.

Ao mesmo tempo defende que “a cultura e os seus eventos associados não são apenas programação mas oportunidades de desenvolvimento, de crescimento, de dinamização da economia local, de criar valor e de gerar esperança no futuro do concelho”.

O que leva igualmente “a construir uma cidade com mais vida e movimento com mais gente, mais cosmopolitismo”.

“Um projecto cultural maduro e reconhecido, com dimensão artística, formativa, turística e económica.”

Ricardo Araújo sublinha a importância do festival e as suas duas décadas de existência e da sua “história bonita” para recordar o seu passado como um evento que teve mais de dois milhões de participantes nas 65 edições realizadas em 14 cidades, no Brasil e na Europa. “Um projecto cultural maduro e reconhecido, com dimensão artística, formativa, turística e económica” – acentua.

Admite que “a ligação do festival com uma identidade histórica patrimonial e com as cidades património mundial” foi um dos argumentos usados por Isabel Ferreira, vereadora da Cultura para o convencer da importância da sua organização.

No futuro, a opção será sempre “por eventos que acrescentem valor, tragam muitas pessoas e projectem a cidade no mundo e deixem retorno no território”.

Uma conquista foi a palavra escolhida por Ricardo Araújo para que o festival viesse para a cidade berço. © GA!

Noutro plano, o presidente da edilidade destaca o facto de a edição de 2026 – que marca os 10 anos do MIMO – se realizar na cidade, tem um significado: “O de que Guimarães é capaz de disputar e atrair grandes eventos, de dimensão internacional, como já o fez no passado”. Uma ocasião óptima para recuperar essa afirmação nacional e internacional.

E até falou da realização do MIMO, este ano, em Guimarães como “uma conquista” e resultado de “uma visão clara que nós temos para este território”. Foi mais longe e defendeu que “nós queremos que Guimarães tenha uma programação mais exigente, mais diversificada no tempo, que seja capaz de responder à história deste concelho, mas queremos sobretudo reforçar uma programação cultural, mística, recreativa que seja capaz de afirmar Guimarães no nosso território nacional e internacional. Nós queremos mesmo isto” – vincou.

Quanto ao evento, ele enquadra-se nos objectivos do mandato: “Voltar a fazer de Guimarães, uma cidade atractiva, que está na moda, que é capaz de se projectar no plano nacional e internacional. E esta programação cultural, recreativa, faz parte de um dos eixos dessa projecção nacional e internacional”.

O presidente da Câmara disse, ainda que “tenho defendido que Guimarães não pode limitar-se a ser admirada pela sua história única, de berço da nação, de património mundial, com uma identidade fortíssima”; mas “essa história tem de ser, também, motor do futuro. Tem de gerar vida, movimento, dinâmica, economia, talento, mais visitantes e mais oportunidades para quem vive, trabalha, investe e escolhe Guimarães”.

“Guimarães quer mesmo estar na Champions League da organização e realização de eventos culturais e turísticos.”

Uma referência ao vector turístico do MIMO. Respondeu a Luís Pedro Martins, presidente da entidade regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal que “Guimarães quer mesmo estar na Champions League da organização e realização de eventos culturais e turísticos”.

Sublinhou que “é mesmo aí que nós queremos estar. Mas estamos lá para ganhar” – precisou.

Contrariou, ainda, os que dizem que “Guimarães tem turistas e visitantes a mais”. Disse-o, de forma clara: “Nós queremos mesmo mais turistas, mais visitantes e queremos, sobretudo, que esses visitantes, esses turistas possam ter um tempo de estadia maior em Guimarães, passem cá mais tempo, porque isso ajuda a dinamizar o comércio cultural, a economia local e só assim nós podemos gerar mais rendimento e gerar melhor qualidade de vida, porque não há melhor qualidade de vida se não houver mais rendimento no bolso daqueles que aqui trabalham, daqueles que aqui estudam, daqueles que aqui habitam”

E concluiu: “É por isso que a conquista deste Festival MIMO tem muito significado”.

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