O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) que já conhece o MIMO e que o acompanha como um acontecimento com dimensão turística, também, participou na sua apresentação, ontem, ao início da tarde, na cidade berço.
Destacou a concorrência nacional e internacional que é feita à região e às iniciativas que realiza no seu calendário de promoção, o presidente do TPNP justificou que “Guimarães tem todos os predicados para poder entrar na Champions League, neste tipo de eventos”. Mesmo sabendo que “é uma aventura”.
Sublinhou “a coragem do Município de entrar na competição e no mundo de eventos com projecção internacional, e ganhá-la”, registando “a importância deste festival que tem capacidade de atracção internacional”.
Defendeu que eventos como o MIMO são, “para nós, conteúdos, que damos aos turistas”, de modo a aumentar as pernoitas nos hotéis e oferecer uma oportunidade de visitar a região.
Luís Pedro Martins, reconhece que “o Turismo do Porto e Norte, há muito, deixou de ser apenas a área metropolitana do Porto”. É a sua principal porta de entrada porque “nós insistimos em dizer que o Porto e Norte são 21 mil quilómetros quadrados”. Uma área, “com muita riqueza, felizmente, com património natural e cultural, com gastronomia, vinhos, turismo religioso”.
“O turismo pode, ajudar na recuperação do património cultural com as receitas que vai proporcionando.”
E como o turismo passou a ser e viver de “experiências”, às quais se pode juntar a cultura, sem complexos, o que é pacífico para todos aliar as duas dimensões, acentuou que “o turismo pode, ajudar na recuperação do património cultural com as receitas que vai proporcionando”.
Admitiu que, hoje, aqui no Norte, a relação entre o turismo e a cultura, é uma oportunidade que tem sido aproveitada por todos os parceiros que fazem parte da entidade.
Justificou porque costuma dizer que “Portugal nasceu em Guimarães e o resto é conquista”. Mesmo que outros não achem de bom gosto “a piada”, Luís Pedro Martins diz que isso é motivo para dizer, nas missões externas que aqui há o Castelo da Fundação da Nacionalidade, o Paço dos Duques, o centro histórico Património Mundial da Humanidade. “E tudo isto vai despertando a curiosidade. E, felizmente, às vezes os números comprovam-no”.
“Descentralizar turistas para todo o território, é a nossa batalha e os números confirmam-no: Guimarães recebeu, em 2025, cerca de 403 mil dormidas, geradas por cerca de 225 mil hóspedes. E, se tudo der certo, entra, em 2026, a crescer cerca de 10%”.

Mas os números são maiores porque o INE insiste em não contabilizar as dormidas que são feitas em alojamentos com menos de 10 camas. “E nós sabemos que aqui há muitas” – reconhece. Admite ainda que “os activos turísticos” podem fazer que a previsão de crescimento de 10% seja ainda melhor. E considerou o MIMO um festival que conhece bem.
“Conheço-o desde a primeira edição. Aliás, quando eu não imaginava estar nestas funções, já ia ao evento” – lembrou.
“O número dos que nos visitam é importante mas conquistar turistas com maior poder de compra, tem um efeito maior na economia local.”
Ainda sobre o futuro imediato do impacto turístico este ano, Luís Pedro Martins considera que “a nossa batalha é crescer em valor. E aí, o Minho, e Guimarães os que não conhecem, vão surpreender-se com esta ideia de crescer em valor”. Acentua que “o número dos que nos visitam é importante mas conquistar turistas com maior poder de compra, tem um efeito maior na economia local”.
Esta conquista de mercados de alto rendimento, obriga a entidade a promover a região nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil. Mas também agora na Ásia/Pacífico. Apesar de o contexto não ser o melhor.
Entusiasmado com os números, Luís Pedro Martins adiantou que “iniciamos Janeiro a crescer, cerca de 17% e Fevereiro com 27%”. Considera que a segurança no país é um activo que está na base desta procura. “Haja combustíveis para os aviões poderem chegar cá. Esse é o único, senão, é a minha única preocupação” – ironizou.
Sobre o futuro próximo mostrou-se optimista “por tudo o que se está a jogar a favor desta região. E Guimarães que é uma das nossas bandeiras na promoção externa, vai beneficiar deste momento”.
Contudo salientou que a região e os seus agentes não podem deixar a concorrência marcar golos: “Saibamos ter nas nossas palavras e na nossa acção e em tudo aquilo que organizamos esta preocupação de ter duas balizas. A qualidade e a excelência. E isso fará ter mais coesão territorial, mais coesão social”.
“No limite, o objectivo da Câmara Municipal, e do Porto e Norte, é que, com o nosso trabalho, possamos, ajudar a economia local e aqueles que aqui vivem. É para isso que estamos todos juntos e é para isso que vão continuar a contar connosco” – concluiu.
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