O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, esteve no Norte de Portugal, e visitou Guimarães no âmbito da sua ‘Presidência na Diáspora’.
Recebido no salão nobre dos Paços do Concelho, onde foi reafirmado o compromisso de reforço das relações de amizade e cooperação entre Cabo Verde e Portugal, sustentadas na história comum, na língua partilhada e na proximidade entre os povos.
“Cabo Verde é, hoje, o que é graças a uma cooperação muito forte e a uma amizade firme de Portugal.”
José Maria Neves falou do papel determinante da cooperação – uma construção conjunta de oportunidades de desenvolvimento – no percurso do seu país, afirmando que “Cabo Verde é, hoje, o que é graças a uma cooperação muito forte e a uma amizade firme de Portugal”.

Historiando as relações existentes e futuras que envolvem diversos actores, o presidente de Cabo Verde defende que “as relações não passam apenas por relações entre Estados, mas entre municípios, empresas, universidades e comunidades”, onde se mobilizam “todas as possibilidades para reforçarmos as relações de amizade e de cooperação”. E “nada melhor do que vir a Guimarães, o berço, para retemperarmos as energias e fazermos muito mais no futuro”.
O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, enfatizou a dimensão histórica e humana desta relação, afirmando que “há povos que se reconhecem como irmãos, unidos por uma amizade antiga, amadurecida pelo tempo, pela língua, pelo mar e pela vida”.
“Une-nos um chão de fundação, fruto da persistência, da coragem e da resiliência que transformam origens em destinos.”
Sublinhou que “Cabo Verde se encontra no abraço de um percurso partilhado da lusofonia”, destacando um povo que soube afirmar a sua identidade e construir o seu caminho. “Une-nos um chão de fundação, fruto da persistência, da coragem e da resiliência que transformam origens em destinos”, afirmou, lembrando a ligação a Ribeira Grande de Santiago, cidade geminada com Guimarães desde 2007.
Ricardo Araújo realçou ainda o valor simbólico desta relação entre territórios classificados como Património Mundial pela UNESCO, sublinhando o carácter interligado dos seus percursos históricos, e aproveitou a ocasião para homenagear o professor catedrático, recentemente falecido, Wladimir Brito, figura marcante na construção da ‘Constituição da República de Cabo Verde’.
“Guimarães quer ser parte activa deste caminharmos juntos”, e promovendo a colaboração nas áreas económica, cultural, científica e tecnológica, será possível aprofundar estas relações entre Estados e cidades.
José Maria Neves, foi a Mesão Frio, iniciar uma visita com especial significado, ao encontrar-se com Marcelino da Rosa, um natural daquele país, que se radicou em Guimarães como empresário, fundando a ‘Confecções Giliana’ que se tornou numa referência da diáspora, evidenciando o contributo desta comunidade para o tecido económico local.
A visita ao centro histórico de Guimarães, Património Mundial, percorrendo espaços emblemáticos como a rua de Santa Maria, o largo da Oliveira, a torre da Alfândega e o largo do Toural, foi um momento de reencontro com a identidade e a história do território.
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