Uns dizem que é regeneração, outros a sucessão mas já se vive um novo ciclo no PS – pós Ricardo Costa – como o houve pós Luís Soares ou Domingos Bragança.
Agora, há uma diferença enorme: o PS está fora do poder, em Santa Clara, e no universo empresarial do poder local.
Mas nem tudo é diferente. Neste ‘jogo de sombras’ há um novo capítulo do confronto Luís Soares versus Ricardo Costa, por interpostas pessoas.
Pedro Mendes – e o seu irmão Augusto Mendes – sempre foram segundas linhas do exército de Luís Soares, na Assembleia e na Junta de Freguesia de Caldelas. Pedro Mendes chegou à Assembleia Municipal por indicação de Luís Soares; Augusto Mendes foi membro da Junta de Freguesia de Caldelas – e sucedeu a Luís Soares, conquistando a Junta da vila termal.
“E de não ter resultado a estratégia de terem sido chamados à vida activa partidária… os saudosos do poder, que os há de antes e depois de 12 de Outubro.”
Agora, falta aparecer a carta e a cara de Ricardo Costa – que quer consolidar o seu poder pessoal na Federação Distrital depois de ter falhado o acesso ao poder no Município de Guimarães. E de ter falhado a afirmação de Gabriela Nunes na liderança partidária. E de não ter resultado a estratégia de terem sido chamados à vida activa partidária… os saudosos do poder, que os há de antes e depois de 12 de Outubro.
Até agora José Luís Carneiro foi um guarda-chuva que abrigou os homens das Taipas – incluindo a Turitermas – e deu a Luís Soares o cargo de seu adjunto no PS e a Ricardo Costa um lugar no secretariado. Falta saber se este equilíbrio se manterá no futuro.
Paulo Renato Faria – impulsionado por Francisco Teixeira – pode ser o sósia de Ricardo Costa nesta disputa interna. E, se assim for, confirmar-se-á a desavença Luís Soares/Ricardo Costa que há muito tempo atrás nunca foi bom para o PS.
Seria bom que os socialistas apresentassem o balanço desta dissensão que dividiu o partido, acabou com a sua essência política e que foi rejeitada pelos eleitores em toda a linha.
Veremos se vêem sinais de Lisboa sobre as soluções que há para reerguer o PS, depois de 18 de Abril, para uma concelhia que se quis vender como a maior do PS nacional mas que acabou por dar um pouco de prestígio apenas a alguns dirigentes que se portam como o rei francês Luís XIV…
Uma coisa é certa, o PS nunca será como dantes e agora com outros vai ter de conquistar credibilidade mais do que ganhar eleitores.
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