Câmara: remunerações do pessoal político da administração municipal inflamam reunião

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Foram conhecidas, hoje, na reunião de Câmara as remunerações dos gestores (presidentes executivos) do sector empresarial local – empresas e cooperativas.

Um assunto que teve os votos contra dos vereadores do PS e a favor da coligação ‘Juntos por Guimarães’ e do Chega. E motivou uma fricção entre ex-candidatos – o vereador socialista e o presidente da Câmara.

Ricardo Costa apresentou os números das contas do impacto das remunerações dos presidentes da Vimágua, Casfig, Vitrus, A Oficina e Tempo Livre que passam agora a ter o vencimento igual a qualquer vereador e “duplicam os encargos” do pessoal político naquelas entidades.

Ricardo Araújo defendeu que não é tanto assim apesar de reconhecer que desta decisão vão resultar mais custos que o presidente espera atenuar com a gestão dos novos gestores do universo autárquico.

Na defesa da sua tese, o vereador do PS justificou que “agora são todos remunerados” quando no consulado socialista eram apenas alguns – Vimágua e Tempo Livre.

Foi uma discussão acesa que fez Ricardo Costa afirmar que “os 200 mil euros pagos antes, são agora de 450 mil”. Estranhou que agora um presidente executivo de qualquer empresa ou cooperativa tenha um vencimento igual ao vereador que “tem um nível de responsabilidade maior”, ou seja, o pagamento do vencimento com despesas de representação de 684,16€ terá “um impacto de 600 mil euros nas contas municipais”.

Ricardo Araújo lembrou que no passado já havia administradores a ganhar tanto e mais que vereadores. © Direitos Reservados

Neste pingue-pongue entre o antes (PS) e o agora (PSD/CDS-PP), o actual presidente da Câmara teve de recorrer à história e lembrar que Armindo Costa e Silva, na Vimágua, já era remunerado como um vereador e Amadeu Portilha tinha na Tempo Livre um salário superior a um vereador, situação que levou a pedir um parecer jurídico à CCDR-Norte.

Ricardo Araújo, disse que no final do ano fará as contas, para combater os valores apresentados por Ricardo Costa, numa “intervenção populista”. Em defesa da sua decisão, disse que já tinha sido “claro e transparente” quando esclareceu que optaria por uma “gestão a tempo inteiro” do universo local das empresas e cooperativas, uma forma de responsabilizar os nomeados para aqueles cargos.

A Vitrus é a única entidade que tem um presidente e um gestor público executivos, o que não acontece nas restantes: Vimágua, Tempo Livre, A Oficina e Casfig. A cooperativa Fraterna não entra nestas contas porque a sua presidente não é remunerada, mantendo um director executivo.

Os dois maiores protagonistas das reuniões de Câmara, neste mandato, concorrentes nas últimas eleições, também, divergiram sobre o “saque fiscal” que, segundo, Ricardo Costa, esta profissionalização da cúpula da gestão do sector empresarial local representava.

Ricardo Araújo também referiu que foi a Inspecção Geral de Finanças a sugerir e recomendar que a gestão das empresas municipais e cooperativas devia ser profissional e, esse facto, levou-o a seguir nesse caminho de responsabilização dos gestores dessas entidades. E considerou a inclusão do presidente da Tempo Livre no lote dos gestores públicos que passam a ter, também, um contrato de gestão, o que até agora não acontecia. E perguntou a Ricardo Costa se alguma vez se tinha indignado por Amadeu Portilha não ter nenhum contrato de gestão.

Ricardo Costa, refutou o “populismo” da sua intervenção de que o acusava o presidente da Câmara, verberando depois a administração municipal por contratar jornalistas para a Vimágua, A Oficina e Tempo Livre – que ainda continuava a escrever no JN – chegando a citar o exemplo do Centro de Ciência Viva que tinha na direcção uma jornalista, num redemoinho de acusações para sustentar que não “recebo lições de ética e de moral de ninguém”.

“A Vitrus contratou três jornalistas para a área de comunicação.”

Ricardo Araújo respondeu, acusando-o de “impertinência” nas palavras e de ter percebido melhor a sua “indignação” ao citar a lista de assessores contratados, lembrando que nada disse quando “a Vitrus contratou três jornalistas para a área de comunicação”, um deles era até “assessor do presidente da Câmara”.

E fez a pergunta: “Onde estava o Ricardo Costa nesta altura?”. E insistiu: “Está indignado por a Tempo Livre contratar um técnico de comunicação?”. E “nada disse sobre as nomeações anteriores”

Acentuou que “percebo a sua indignação sobre as contratações… é a vida!”

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