A Feira do Emprego promovida pela Escola de Engenharia (EEUM) confronta a oferta formativa da Universidade do Minho com as necessidades das empresas. Neste encontro, útil para ambas as partes, os alunos também são beneficiados.
Como defende o presidente da escola, António Vicente, o evento têm importância e vantagens diversas, para todos: alunos, professores, empresas e academia. “Possibilitar que as empresas se apresentem no campus de Azurém e mostrem aos estudantes o que precisam pode até fazer com que alguns alunos refoguem as suas opções” – salienta.
Mas, também, pode ajudar a ajustar a oferta formativa da própria escola, fazendo um check-in aos cursos que são idealizados, em cada ano lectivo, e confrontando-os com aquilo que o mercado absorve e as empresas precisam.
“Estamos numa época de pico de procura dos nossos alunos e são as empresas que sentem dificuldades em recrutar engenheiros para áreas genericamente diferentes.”
O presidente da Escola de Engenharia evidencia que “estamos numa época de pico de procura dos nossos alunos e são as empresas que sentem dificuldades em recrutar engenheiros para áreas genericamente diferentes, havendo algumas áreas mais procuradas do que outras”.
É o caso da informática, programação e tecnologias de informação com mais demanda e procura. E que a universidade não pode aumentar por causa do numerus clausus imposto. Mas colocou a engenharia aero-espacial, mecânica, civil e as bio-tecnologias como as que causam impacto e atracção nos alunos.
Num palco esgotado e ocupado – o átrio principal do campus de Azurém – estiveram mais empresas a promoverem o contacto com alunos, oferecendo oportunidades de emprego e formação. Não só foram mais como são de sectores mais diferenciados e específicos. Por exemplo, a Ryanair e a Lufthansa Technik enriqueceram a montra e a mostra, capaz de poder interessar a engenharias com cursos novos como o aero-espacial.
As empresas da construção civil e obras públicas, marcaram a oferta, com uma presença forte: NVE (Guimarães), Casais, ABB, DST (Braga), ACA (Vila Nova de Famalicão), CCR (Póvoa de Varzim), Conduril (Porto) e Engimov (Vila Verde).
Petrotec e Continental Mabor também são habituais na captação de alunos da EEUM, tal como a Corticeira Amorim e Bosch, num universo onde cabem empresas de serviços e consultoria: Deloitte, Accenture, EY e KPMG, a que se juntou o IEFP, como serviço público na área do emprego.
Os institutos e interfaces da própria UMinho também mostraram oportunidades de formação e emprego para além de contribuem para o networking do evento: Fibrenamics, DoneLab, PIEP, DTX-Colab e Centro de Computação Gráfica.
A EEUM aproveita a Feira do Emprego para, de algum modo avaliar, o impacto dos seus cursos no mercado de trabalho. Ajustar a oferta formativa pode ser testada nesta iniciativa com António Vicente a considerar que “queremos mais e melhores estudantes”. E a oportunidade surge para os querem refocar a sua formação ou aprofundá-la ao nível do mestrado (2.º ciclo). Esclarece que não é uma questão de números mas de qualidade. “Para reter os melhores não nos interessa apenas formar alunos mas tê-los comprometidos e felizes no que fazem porque isso é o primeiro passo para ser um bom profissional” – afirma António Vicente.
“Estamos sempre disponíveis para com alguma flexibilidade ajustar a oferta formativa ao nível dos mestrados (2.º ciclo) e a formatar a formação de base.”
“Aproveitamos para tactear e perceber melhor o que é o mercado e estamos sempre disponíveis para com alguma flexibilidade ajustar a oferta formativa ao nível dos mestrados (2.º ciclo) e a formatar a formação de base, das licenciaturas substituindo matérias e fazer os ajustes necessários” – conclui António Vicente.
Na visita institucional pelas empresas presentes, feita pela comitiva de convidados, participou Eduardo Leite, vice-presidente da Câmara Municipal. “A presença de empresas de Guimarães, da região e do país nesta mostra colectiva de oportunidades de emprego e de formação, ao nível das diversas engenharias, deixa o nosso concelho em destaque em áreas que são o futuro do ensino universitário, da empregabilidade, da formação contínua” – afirmou.
Destacou “o ambiente de futuro e futurista” do que podem fazer os institutos e interfaces da UMinho, neste processo de valorização do mercado de trabalho e no contributo para a especialização inteligente do território e das empresas. E sinalizou a Escola de Engenharia como “um parceiro de futuro para Guimarães pelo contributo que pode dar ao tecido económico e ao desenvolvimento concelhio nas novas engenharias como a aero-espacial”.
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