Com eleições internas no horizonte, Pedro Mendes coloca-se na linha de partida para disputar a liderança da concelhia vimaranense.
Um passo à frente que surpreende os seus camaradas, num ‘jogo de sombras’ já habitual no PS Guimarães, vindo de um militante profundamente marcado pela ideologia partidária cuja visibilidade tem passado pelas suas intervenções na Assembleia Municipal.
Numa carta dirigida “às minhas amigas, meus amigos, camaradas e vimaranenses”, Pedro Mendes antecipou-se na corrida, num tempo já de pós Ricardo Costa, justificando com o “sou fiel a princípios e valores” para se apresentar como candidato. E participar “na vida pública”, pois, “só assim, pelo menos para mim, faz sentido”.
Reconhece que, no passado e nas eleições de 12 de Outubro, o PS passou a ter “um papel diferente daquele que exercemos nos últimos 36 anos”; e lembrando o que disse “no dia da minha tomada de posse como membro da Assembleia Municipal” de que “para este mandato encararia esse papel com o mesmo orgulho, o mesmo vigor e a mesma alegria de sempre, e que o faria pelos motivos de sempre: por Guimarães e pelos vimaranenses”.
Assim, este novo papel do PS na sociedade vimaranense “traz novos desafios mas não menos responsabilidade”. E evoca o passado do partido que “honra-se da sua história e de tudo aquilo que conseguiu fazer por Guimarães”.
“Faltava quase tudo, de água canalizada ao saneamento básico, sem esquecer as ruas cheias de lama com que todos entravam em casa.”
Lembra os méritos do PS nesse passado e quando chegou ao poder no concelho. “Faltava quase tudo, de água canalizada ao saneamento básico, sem esquecer as ruas cheias de lama com que todos entravam em casa” – afirmou.
E como se outro Guimarães não existisse antes, Pedro Mendes diz que “foi pela mão do Partido Socialista que todos, em comunidade, suprimos essas necessidades mais básicas, mas foi também com o Partido Socialista, com os seus autarcas em cada Junta de Freguesia e com todos e cada um dos vimaranenses que fomos muito mais além e transformamos Guimarães num concelho do mundo, com arte, com cultura, com educação de qualidade e um parque escolar que nos deve orgulhar, com desporto e com inovação, como são prova aquele momento único de orgulho comunitário que foi a Capital Europeia da Cultura de 2012, como foi prova a Cidade Europeia do Desporto em 2013, ou como é, também, prova a Capital Verde Europeia 2026 que se propõe a transformar Guimarães para as próximas gerações”.

Depois numa espécie de mea culpa, interroga-se se “fizemos tudo bem?”. E responde “não”. Como quem assume “com humildade, sem rodeios, os erros que cometemos – que os entendemos – e crescemos com eles”.
Na repetição da interrogação, Pedro Mendes pergunta “às minhas amigas…” se “fizemos tudo bem?”. E a resposta volta a ser “não!”. Porque “numa comunidade que se quer de progresso e de evolução nunca está tudo feito. Há sempre muito por fazer e, em Guimarães, não somos excepção”.
Mas não tendo feito tudo bem, o militante do PS eleva a sua ambição e afirma que “queremos e temos a obrigação de dar mais e melhores condições às nossas crianças, aos nossos jovens, as condições para se fazerem cidadãos do mundo, mas para se fundearem em Guimarães, na sua terra, junto das suas famílias, dos seus amigos e da comunidade que amam”.
Mostrando as páginas do seu caderno eleitoral, Pedro Mendes como que define os seus eleitores e o seu público alvo. Aos militantes diz que “os trabalhadores terão de ter acesso a mais e melhor emprego e possam prosperar na sua terra”; e que “temos a obrigação de dar aos nossos pais e aos nossos avós um envelhecimento activo e digno de tudo aquilo que fizeram por nós e pela nossa comunidade”.
“Os vimaranenses exigem que o Partido Socialista esteja à altura da tarefa que lhe foi confiada.”
Depois de ter falado “com muita gente, muitos amigos e muitos camaradas” e de “ouvir muitos argumentos e visões distintas” reconhece que todos convergem numa questão essencial: “Os vimaranenses exigem que o Partido Socialista esteja à altura da tarefa que lhe foi confiada”, agora no papel de oposição e, certamente, no poder no próximo virar de ciclo, honrando a sua história e pelo futuro de todos.
Neste contexto, Pedro Mendes apresenta-se como candidato a liderar o PS como reflexo de “uma vontade colectiva que me foi expressa por dezenas de militantes e de uma vontade de unir o Partido Socialista, de trabalhar lado a lado com todos aqueles que foram eleitos nas nossas listas e de continuar a trabalhar todos os dias por um concelho mais forte, mais justo e com futuro para todas e para todos os vimaranenses”.
Para além disso, espera uma maior adesão dos querem como ele que a sua candidatura seja “o chão comum do Partido Socialista, em Guimarães”.
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