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Sexta-feira, Abril 12, 2024
José Eduardo Guimarães
José Eduardo Guimarães
Da imprensa local (Notícias de Guimarães, Toural e Expresso do Ave), à regional (Correio do Minho), da desportiva (Off-Side, O Jogo) à nacional (Público, ANOP e Lusa), do jornal à agência, sempre com a mesma vontade de contar histórias, ouvir pessoas, escrever e fotografar, numa paixão infindável pelo jornalismo, de qualidade (que dá mais trabalho), eis o resultado de um percurso também como director mas sempre com o mesmo espírito de jornalista… 30 anos de jornalismo que falam por si!

A banalidade… política!

Parte das manifestações políticas são tão banais que acabam ao jeito de confrontações no futebol, com arremesso de objectos para dentro do campo: os isqueiros e garrafas de água, foram substituídos por vasos de plantas e guarda-chuvas, sendo comum os palavrões e os gestos dos contendores.

Isto significa que a política já não é um acto nobre, de serviço público, de amor à terra ou ao país. É uma afirmação da banalidade que está a ser semeada entre os partidos – os supostos guardiões da democracia e das suas regras civilizacionais.

Porém, os sinais de disputa entre eles e neles entre as diversas facções, evidenciam que vale tudo e o mais sério é tido como o candidato mais fraco face aos candidatos ‘chico-espertos’ que entram nos partidos às paletes, com a missão única de defesa de um chefe.

As arruadas, estão a transformar-se em momentos, de euforia colectiva partidária, que passam para a sociedade órfã de verdadeiros líderes e de estadistas – coisa rara que já não se vê. Sim, os actos dos novos dirigentes são tudo menos de estadistas, capazes de defender o país para além dos seus interesses próprios.

Hoje há interesses mesquinhos, procura de novo emprego.

Já não há ali afecto mas histeria, já não há calor humano mas uma irracional atracção pelo chefe – aquele que supostamente é o vencedor ou o eleito para dirigir o país. Onde antes havia ideologia e comunhão de ideias, hoje há interesses mesquinhos, procura de novo emprego.

Também por isto, todos lhe caem em cima, todos querem apertar-lhe a mão, dar-lhe beijos. Certamente são esses que, amanhã governo formado, são os primeiros a disparar insultos quando se aplica o princípio de que governar é desagradar; e vice-versa quando o governante assume o poder e ver que está longe de cumprir as suas promessas, baseadas em slogans, fotografias e não em estudos e opções razoáveis.

Esta disputa bélica do voto, não dará bons resultados porque no plano das ideias são todos iguais: veja-se que são todos populistas à sua maneira, o populismo de uns é mais são do que o de outros, o que é bom à esquerda é mau à direita.

Neste deserto de ideias, confunde-se tudo, os capitalistas de direita são mais odiados do que os capitalistas de esquerda – que os há também.

O curioso é que a responsabilidade do Estado para com as cidadãos – nos sistemas básicos da sociedade, como educação, saúde, transportes, etc – são hoje propriedade dos políticos-candidatos que nos dão o que e quando querem e não o que temos direito numa sociedade humanamente responsável e sadia.

São eles que leiloam, entre si, quem dá mais pelas fracas pensões dos portugueses, são eles que fixam se eu, tu e ele… devem pagar mais ou menos impostos, se a vida nas escolas, nos hospitais e centros de saúde, devia ser uma regra universal e de normalidade ou uma opção por quem se vota.

O melhor disto tudo é que ainda há um ‘Isto é gozar com quem trabalha’ que nos mostra o retrato do ridículo que somos como sociedade e como nos sujeitamos – escandalosa e humilhante – a quem entregamos o voto – que muda a vida deles e nos deixa penosamente a pedir e clamar por um melhor Governo.

© 2024 Guimarães, agora!


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