O Contrato-Social com os Vimaranenses

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É incontornável não tocar nesta crónica no assunto central desta semana, as eleições para a Concelhia do Partido Socialista de Guimarães.

Este processo, aparentemente rotineiro, revela-se um momento crucial, determinante do rumo do Partido nos vindouros anos, não só a nível local, também a nível nacional; afinal de contas Guimarães pode perder o seu único Deputado à Assembleia da República até ao fim da legislatura

Ao longo destas últimas semanas, ao observarmos as várias candidaturas, percebemos que o Partido Socialista está vivo e seguirá fortalecido depois da Festa da Democracia, que é este momento eleitoral, de discussão de debate interno, e é assim que o devem ser. Urge, no entanto, escrutinar com atenção as propostas apresentadas e, sobretudo, a capacidade de cada candidato em promover uma renovação genuína, sempre com respeito pelo legado construído com tanto esforço ao longo dos últimos anos.

O célebre ‘Contrato Social’ de Jean-Jacques Rousseau, propõe uma visão inclusiva e participativa, onde o coletivo prevalece sobre o individual e as decisões são tomadas com base no consenso e no bem comum. Rousseau afirma que “encontrar uma forma de associação que defenda e proteja de toda a força comum a pessoa e os bens de cada associado e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedeça, contudo, a si mesmo, e permaneça tão livre como antes”, esta é a base do ‘Contrato Social’.

Paulo Lopes Silva transporta esta filosofia para a arena política de Guimarães, comprometendo-se a escutar todas as vozes e a trabalhar incansavelmente para assegurar que cada militante do Partido ou não sinta que faz parte de uma grande família vimaranense.

Resgatar a confiança dos militantes, promovendo a participação regular e aberta.

A busca pela inovação, neste contexto, não se pode remeter apenas à implementação de modernização rompendo de forma abrupta com o legado e a História. Tem de existir sim, uma renovação das práticas democráticas, onde a transparência e a participação ativa são as pedras angulares. Resgatar a confiança dos militantes, promovendo a participação regular e aberta, fomentando a formação política e incentivando uma cultura de debate e reflexão. No fundo um Partido aberto à Sociedade Civil.

O respeito pelo legado do PS de Guimarães, deve ser uma trave-mestre que reconhece e valoriza o trabalho realizado pelos seus antecessores, aperfeiçoando que nem sempre foi tão bem feito ou adaptando-as aos desafios contemporâneos.

Ao apoiar Paulo Lopes Silva, não estou apenas a endossar um nome, mas uma visão de futuro que honra o passado e se projeta, com confiança, rumo a novos desafios. É um voto de confiança numa liderança que personifica os valores mais nobres do socialismo, e que, acima de tudo, acredita na força transformadora da unidade e do compromisso.

Guimarães, cidade berço da nação, merece um Partido Socialista que esteja à altura da sua história e que olhe para o futuro com a mesma determinação e esperança que moldaram o seu passado. 

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1 COMMENT

  1. Faz-se referencia ao discurso do Dr Bragança no 24 de junho, que não gostei , penso que o Presidente nao tem um profundo conhecimento dos três filosofos que citou. Face ao exposto penso que este candidato tem ligaçoes ao poder instituído , que tem levado Guimarães para um subdesenvolvimento gritante . Se a linha for esta, a continuidade ,desgraçados dos Vimaranenses.

    Nota: Sou Vimaranense mas não PS

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